Prefeitura de Salvador e INTS se manifestam sobre investigação da PF e destacam fim de contrato há quase seis anos

Após a deflagração da Operação Dia Zero, conduzida pela Polícia Federal nesta quinta-feira (12), a Prefeitura de Salvador e o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) vieram a público esclarecer os fatos. A operação apura suspeitas de irregularidades no uso de recursos federais da saúde, e cumpriu mandados em diversos endereços da capital baiana, incluindo a sede da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no Comércio, além de imóveis no Horto Florestal e na Avenida Magalhães Neto.
Em nota oficial, a Secretaria de Saúde informou que o foco da investigação envolve o Contrato nº 193/2013, firmado com o INTS, e que o vínculo contratual foi encerrado em outubro de 2019, ou seja, há quase seis anos. Ainda segundo o comunicado, o servidor público citado na operação é concursado e atuava como fiscal do contrato à época. A pasta reiterou estar colaborando com as autoridades e reafirmou seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência na gestão pública.
O INTS também se pronunciou. Em nota, a entidade disse estar “inteiramente à disposição das autoridades competentes” e reafirmou seu histórico de atuação com base na legalidade, responsabilidade técnica e ética. A organização social destacou que nunca foi alvo de sanções que comprometesse sua atuação e que segue contribuindo com a investigação de forma aberta e transparente.
A 2ª Vara Especializada Criminal da Justiça Federal da Bahia determinou o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão em Salvador, Mata de São João, Itapetinga e também em Maceió (AL), além do bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores, o afastamento temporário de servidores públicos e o sequestro de imóveis relacionados ao caso.
A operação segue em andamento e os desdobramentos serão acompanhados pelas autoridades competentes.
Com informações do BNews