UPB define redução permanente da alíquota do INSS como pauta prioritária em 2026

 UPB define redução permanente da alíquota do INSS como pauta prioritária em 2026

 Diretoria da entidade articula mobilização nacional para garantir justiça fiscal e equilíbrio das contas municipais

 Na tarde desta terça-feira (20), a União dos Municípios da Bahia (UPB) realizou, na sala de reuniões de sua sede, o primeiro encontro do ano com prefeitos e diretores da entidade. A reunião marcou a definição da adequação permanente da alíquota do INSS como pauta prioritária para 2026, com foco na defesa da justiça fiscal e no equilíbrio das contas das gestões municipais. Atualmente, as prefeituras contam com um regime de desoneração da folha que será encerrado em 2027, quando a alíquota volta de forma progressiva a 20%, o que tem gerado preocupação entre os gestores.

“Nós precisamos dessa redução da alíquota, fazendo justiça fiscal: quem arrecada mais paga mais e quem arrecada menos paga menos. Seria libertar os municípios e resolver definitivamente esse problema previdenciário no Brasil. Isso representa um avanço para a economia dos municípiosporque os gestores têm um caixa, podem projetar melhor e terão mais recursos para investir na educação, saúde e infraestrutura”, concluiu o presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso.

Durante o encontro, a diretoria reforçou que a medida precisa ser definitiva. A palavra de ordem, segundo os prefeitos, é “libertar os municípios de vez”, já que não adianta avançar em propostas de renegociação de dívidas previdenciárias (como a PEC 66, que prevê o reparcelamento em até 300 meses) se as prefeituras não conseguirem arcar com os encargos previdenciários. Por isso, a UPB defende a adequação da alíquota como medida estrutural para garantir sustentabilidade financeira às administrações locais.

Para fortalecer a articulação, foi instituída uma comissão que ficará responsável por coordenar mobilizações em defesa da adequação da alíquota do INSS. O grupo atuará junto aos parlamentares em Brasília, acompanhando e apoiando a tramitação da matéria no Congresso Nacional. A UPB também irá se reunir com lideranças das associações municipalistas do Norte e Nordeste e com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), com o objetivo de somar esforços e ampliar o apoio à proposta.

O presidente da UPB destacou a necessidade de engajamento da bancada baiana no Congresso e de articulação nacional. “Precisamos fazer com que todos os nossos deputados e senadores venham para essa luta. Vamos nos reunir com eles pela união da Bahia e queremos contagiar todos os outros estados para que a gente possa libertar os municípios porque não adianta o esforço para aprovar a PEC 66 e agora retomar a alíquota que dificulta a contribuição dos municípios”, disse.

A reunião contou ainda com a participação da deputada federal Lídice da Mata, coordenadora da Bancada Baiana na Câmara dos Deputados, que ressaltou a importância estratégica da mobilização regional. “No sudeste há muita prefeitura com previdência própria. Então a nossa capacidade de mobilizar Nordeste e Norte é maior”, afirmou, reforçando que as duas regiões compõem grande número de deputados e senadores no Congresso Nacional.

Além da articulação com o Congresso, a UPB pretende buscar reuniões com o Ministério da Fazenda para tratar da adequação da alíquota do INSS e de outras medidas que garantam fôlego financeiro aos municípios.

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