agosto 21, 2019

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Alexandre de Moraes deve ser aprovado em sabatina tensa nesta terça

A oposição ao governo Michel Temer no Senado pretende submeter o ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes a uma longa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (21/2).
Mesmo sabendo que é praticamente impossível barrar o indicado do Planalto à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por causa da maioria governista, os senadores pretendem chamar atenção para pontos polêmicos do currículo de Moraes.
Também vão questionar a legitimidade de Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da CCJ, para comandar a sessão. Assim como outros nove integrantes do colegiado, Lobão é alvo da Operação Lava Jato. Senadores da oposição reuniram-se na segunda-feira (20/2) para estabelecer a estratégia de atuação na sessão,que começará às 10h.
A oposição pretende dar o troco nos hoje governistas que, em 2015, submeteram o advogado Luiz Edson Fachin, indicado da então presidente Dilma Rousseff à Suprema Corte, a 12 horas de sabatina.
Na lista de temas que querem abordar estão a filiação de Moraes, até pouco tempo atrás, ao PSDB, a acusação de ter copiado trechos da obra do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente (1930-2016) e a sabatina informal a que foi submetido no barco de um senador, recentemente.
Também vão querer saber como ele pretende atuar como revisor das ações da Lava Jato em plenário, cargo que herdará caso seja aprovado na sabatina.
“O senhor ministro do Supremo Tribunal Federal tem que ir para lá [STF] para cumprir o papel que a Constituição reza e não para blindar parlamentares da Lava Jato, para inibir investigações”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), disse esperar uma sabatina longa e politizada. “É natural, faz parte. Quem quer ser ministro do Supremo tem que estar preparado para tudo isso”, afirmou Jucá, outro investigado pela Lava Jato.
Mais de 500 pessoas já enviaram pelo site do Senado perguntas ao sabatinado. Os questionamentos podem ser feitos pelos senadores durante a sessão.

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