setembro 17, 2019

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Ambulatório da dor de Lauro de Freitas é o primeiro da RMS a atender pelo SUS

Ambulatório da dor de Lauro de Freitas é o primeiro da RMS a atender pelo SUS

Aos 38 anos, um simples movimento de sentar ou levantar da cadeira parece impossível para Adilson Silva. O morador da Itinga sofre de dor crônica da coluna cervical e lombar ha mais de sete anos, em decorrência de hérnias de disco que resultaram também na dormência dos membros inferiores. Ele foi um dos mais de 20 pacientes atendidos em um único dia de consultas no Ambulatório da Dor do Hospital Municipal Dia Jorge Novis (HMJN), com os médicos especialistas Max Wesley e Antonio Argolo, PHD em dor. O novo serviço implantado na unidade coloca Lauro de Freitas em destaque no assunto, tornando o município o único da RMS a oferecer esse tratamento pelo SUS.

Encontrando segurança nas muletas, que ainda fazem parte de sua jornada, o ex-trabalhador da construção civil conta, emocionado, que tentou por diversas vezes amenizar a situação com doses exageradas de anestésicos que resultaram em um infarto e pressão alta. Agora, Adilson não será tratado apenas com medicações, mas a partir da avaliação médica, poderá ser acompanhado com outras terapias – acupuntura, técnicas de agulhamento, prescrição de autocuidado em casa, exercícios ativos, ventosoterapia, bloqueio de nervos e acompanhado pela equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, educadores físicos e médicos especialistas da dor.

“Nós estamos oferecendo aos pacientes o que há de melhor para o tratamento da dor crônica e dor aguda. A dor, de modo geral, talvez seja uma das situações humanas que mais causam sofrimento. Ela não só provoca um sintoma desagradável, mas traz repercussões físicas e psicológicas que afetam o individuo”, explica do diretor médico do HMJN, Rogério Medrado.

O médico especialista da dor, Max Wesley, alerta: “Se a causa de base não for tratada logo e de maneira adequada, o risco de o sintoma se tornar permanente aumenta”. Ele explica que existem diferentes tipos de dor. “Dor crônica é aquela que persiste ou recorre por mais de três meses, já a dor denominada aguda é aquela que surge repentinamente e tem sua duração limitada. Geralmente tem função de alertar o indivíduo da existência de alguma lesão ou disfunção geral no organismo. A dor ainda pode ser sentida após cirurgias ou em decorrência de doenças”, disse

Ele aponta, no entanto, que “a dor é importante para a sobrevivência humana porque é essencial para se detectar uma doença, uma espécie de aviso. Porém, o processo de dor quando é crônico e intenso traz malefícios, causando depressão, aumento do estresse e desequilíbrio no metabolismo do paciente”, informa o especialista.

Cefaleias e lombalgias estão entre as maiores causas de procura do serviço no Brasil. O fisioterapeuta do HMJN Artur Magnavita destaca que as mulheres com idade a partir de 40 anos são as mais acometidas. “Geralmente as mulheres apresentam fibromialgia ou dores de cabeça”, disse. Magnavita explica que inicialmente é observada a rigidez das articulações, dos músculos e da postura, e a partir disso um plano de tratamento é traçado. “São realizados exercícios, alongamentos e em alguns casos a acupuntura, para promover o relaxamento, melhorar a flexibilidade e a força e, assim, promover o alívio da dor”, contou.

Em parceria com a Faculdade São Salvador, professores e estudantes de fisioterapia recebem dois pacientes por horário numa sala reservada e equipada com conforto e humanização no atendimento. O tratamento oferecido é variado de acordo com a necessidade de cada individuo. A equipe, com profissionais de diferentes áreas, trabalha em conjunto para garantir a qualidade de vida.

Jornalista Giovanna Reyner

Foto Lucas Lins

ASCOM/PMLF

05/09/2019

Tel.: 3288 – 8371

www.laurodefreitas.ba.gov.br

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