dezembro 16, 2018

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Bahia fica em terceiro lugar em ranking do Tesouro Nacional

Bahia fica em terceiro lugar em ranking do Tesouro Nacional

A Bahia conseguiu a melhor nota entre os estados do Nordeste e a terceira melhor do país em capacidade de pagamento de dívidas e outros compromissos, segundo avaliações técnicas do Tesouro Nacional, que foram divulgadas na edição desta sexta-feira (24) do jornal Folha de S. Paulo. Com o conceito B, a Bahia ficou abaixo apenas de Pará (A-) e Tocantins (B+).

O ranking colocou estados estados importantes como Rio de Janeiro, nota D, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com nota D+, e São Paulo com nota C-, lá embaixo na tabela. O pior resultado é o do Rio, pois tem o pior desempenho e está em situação de calamidade pública.

Em termos de regiões, a região Sul  é a que apresentou os pior desempenho, tendo como maior nota a do Paraná: C+. As notas são calculadas, ainda segundo a Folha, quando os estados pedem o aval do governo federal para obter empréstimos e financiamentos. Quando a nota é C ou D, há mais restrições aos pleitos.

Gestão das finanças

Além da Bahia, outros seis estados tiveram nota B: Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Federal e Espírito Santo. Segundo informações do secretário da Fazenda do Estado. Manoel Vitório, secretário da Fazenda da Bahia, comentou a boa colocação do estado no ranking: “Mesmo com a queda nas transferências federais e as dificuldades produzidas pela crise, que trouxeram queda real na receita no primeiro quadrimestre deste ano, temos mantido nossos compromissos em dia, a operacionalidade da máquina e a capacidade de investimento”, disse.

O secretário ainda comentou que o ranking do Tesouro evidencia o confortável perfil de endividamento da Bahia. Atualmente a dívida corrente líquida do Estado equivale a 54% da receita corrente líquida, enquanto alguns dos grandes estados já estão próximos ou acima do limite máximo de 200%, estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O perfil favorável da dívida justifica o principal pleito da Bahia junto ao governo federal: o aval para novas operações de crédito, fundamentais para a continuidade dos investimentos em infraestrutura mantidos pelo Estado na capital e no interior.

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