novembro 30, 2021

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Bancos oferecem antecipação do 13º salário com juros a partir de 2,11%

Bancos oferecem antecipação do 13º salário com juros a partir de 2,11%

Quem só deve receber a primeira parcela do 13º em novembro, pode buscar linhas de crédito nas instituições financeiras que antecipam os recursos com a cobrança de juros corrigidos de acordo com o prazo do financiamento. As taxas variam de 2,11% a 4,59%, a depender do banco e do grau de relacionamento com o cliente.Entre as mais competitivas está a oferecida pelo Banco do Brasil (BB), com juros a partir de 2,11% ao mês. De acordo com dados do banco, só este ano, mais de 660 mil clientes contrataram R$ 1,3 bilhão em antecipação de 13° salário.

De acordo com o BB, em média, 65% dos clientes que contratam linhas de antecipação utilizam o crédito para quitar ou amortizar compromissos financeiros com taxas de juros maiores, a exemplo do cheque especial ou rotativo do cartão de crédito. 
No Santander, as taxas cobradas são a partir de 2,39%. No Bradesco, o acréscimo é de 2,99%. Caixa e Itaú não forneceram informações sobre qual o percentual cobrado na contratação do crédito. 

Segundo o diretor executivo do Itaú Unibanco, Wagner Sanches, as linhas de antecipação acabam se tornando uma saída para quem precisa se organizar. Além disso, são linhas que possuem garantias, sendo quitadas automaticamente em parcelas únicas quando o dinheiro da restituição e do 13º entram na conta do cliente. “Como são operações de menor risco, conseguimos ampliar a oferta de crédito com contratos de prazos maiores e taxas mais atrativas”, completa.

No entanto, o educador financeiro e coordenador de assistência financeira do Juizado de Apoio ao Superendividado, Antônio Carvalho, alerta para a antecipação. “Só vale a pena contratar a linha de crédito caso a taxa de juros seja menor do que a taxa cobrada pela dívida que o consumidor pretende quitar”, aconselha. 

Mais uma vez, vai ser preciso rever o orçamento antes de optar pela antecipação. “É avaliar quanto esse crédito vai custar e se vai valer mesmo a pena contratá-lo agora ou esperar até o final do ano”, acrescenta o especialista. 

E se o objetivo é antecipar para gastar com compras, é melhor aguardar até o Natal. “Se essa é a pretensão, nem pense no financiamento. Com certeza, isso vai poder esperar mais um pouco. Avalie a real necessidade”. 

 

COMÉRCIO QUER APROVEITAR DINHEIRO EXTRA

Ainda em busca de estímulo para voltar a crescer, o comércio aposta na injeção de recursos com a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas como um gás para estimular o crescimento do setor. 

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,1% em maio frente ao mês anterior (com ajuste sazonal). Contudo, em relação a maio de 2016 o varejo cresceu 2,4% (sem ajuste sazonal), o melhor resultado para o mês desde 2014 nessa base de comparação, de acordo com dados mais recentes do setor, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O setor está tão carente de notícias boas, que essa antecipação é um sinal de que o governo está entendendo a situação que o comércio tem enfrentado diante dessa recessão”, avalia o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Bahia (Fecomércio-BA), Carlos Andrade. 

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL-Salvador), Alberto Nunes, concorda: “É uma injeção de valores importante para movimentar a cadeia que dá um ânimo diante do cenário econômico que estamos atravessando”. 

Mesmo que a medida seja vista com bons olhos pelo setor, de acordo com o presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia (Sindilojas-BA), Paulo Mota, é cedo para traçar uma perspectiva de retomada do varejo. “O momento é de cautela. Não temos nenhuma previsão do que vamos enfrentar lá na frente. A economia está muito confusa”, destaca Mota. 

A esperança do setor varejista é de que os recursos da primeira parcela do 13º deem continuidade ao aquecimento pela liberação das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). 

A Caixa Econômica Federal liberou R$ 42,8 bilhões das contas inativas até o último balanço divulgado no dia 19 deste mês. O montante equivale a 98,33% do total disponível para saques, de R$ 43,6 bilhões. O dinheiro foi retirado por 25,3 milhões de trabalhadores – ainda faltam cerca de 5 milhões de pessoas (11,3% do total).

Segundo um estudo feito pelo pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), saques do FGTS inativo já movimentaram quase R$ 14 bilhões somente no pagamento de dívidas.

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