Capacitação aborda importância das notificações para rastrear casos suspeitos de arboviroses
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Profissionais das unidades básicas de Saúde, das redes pública e privada de Lauro de Freitas, participaram na quinta-feira (21), do I Simpósio para Manejo Clínico de Dengue, Zika e Chikungunya no município. O treinamento na Faculdade Unime, ministrado por médicos, enfermeiros e sanitaristas, abordou os protocolos de atendimento do Ministério da Saúde, aplicados à situação da cidade, diagnóstico, fluxo de atendimento e a importância das notificações dos casos confirmados.
De acordo com o coordenador da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Daniel Assis, o objetivo da capacitação é a atualização dos profissionais de saúde quanto à epidemiologia e manejo clínico de arboviroses como dengue, zika vírus e chikungunya, antes do período de alta transmissão dessas doenças que ocorre nos meses do Verão.
“Foi apresentado o perfil epidemiológico das arboviroses no município e feito o levantamento dos boletins epidemiológicos estadual e local, que contêm os dados sobre casos suspeitos e prováveis das arboviroses. Temos que nos antecipar ao período de alta transmissão, sempre no estado de vigilância para evitar uma possível epidemia”, frisou.
Daniel alerta quanto à importância da notificação compulsória dos casos. “É através da notificação que os gestores de saúde conhecem o cenário epidemiológico e elaboram ações estratégicas de planejamento para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, além de contribuir como subsídio para os profissionais médicos fazerem o diagnóstico correto das doenças”, avaliou.
A médica, servidora de Lauro de Freitas, Silvana Santana, realizou a apresentação sobre o manejo clínico das arboviroses, apontando as características das doenças e a transmissão. Através de estudos de casos, a médica abordou sintomas que as antecedem, duração e suas complicações.
“Diversos sintomas estão presentes e são parecidos nas arboviroses, mas há diferenciação pela intensidade e frequência em cada uma delas. Os casos suspeitos devem receber a classificação adequada de atendimento e, quando os profissionais da equipe de saúde estão sensíveis a essa necessidade e seguem adequadamente os protocolos recomendados e estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o risco de complicação e óbito são bem menores”, afirmou
Jornalista Giovanna Reyner
Foto Gabriel Almeida
ASCOM/PMLF
23/11/2019
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