outubro 25, 2021

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Centro Cultura exibe filme com temática sertaneja

Centro Cultura exibe filme com temática sertaneja

O cineasta Chico Liberato e a roteirista Alba Liberato participarão, na quarta-feira (3), às 10h, de uma roda de conversa e exibição de filme com temática sertaneja, o longa-metragem ‘Boi Aruá’, dirigido por Liberato, que dialoga com a exposição ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’, atualmente em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão, localizado no Pelourinho. Antes, os participantes poderão assistir ao inédito curta-metragem ‘Amarilis’, outra animação do cineasta que está sendo lançada este ano. O evento é gratuito.

“Na ocasião, o público presente terá a oportunidade de entender e se aprofundar na temática sertaneja e no dia a dia dos vaqueiros no sertão, além das técnicas de animação utilizadas na construção dos filmes apresentados”, explicou Ana Liberato, da Diretoria de Museus (Dimus), do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). A roteirista Alba Liberato declarou que a exposição em cartaz no Solar Ferrão, entre outras iniciativas, reforça a importância dos vaqueiros – ofício já reconhecido como patrimônio cultural. “Eles foram os responsáveis pela grande colonização do Brasil, de forma mais humana, mais amena”, afirmou.

O filme

Pioneiro do cinema de animação na Bahia, Chico Liberato produziu o terceiro filme de animação de longa-metragem feito no Brasil – “Boi Aruá” (1983), que documenta o cotidiano do Nordeste do Brasil, mais especificamente do sertão catingueiro, através do mito do Boi Aruá. O filme, inspirado na literatura de Cordel, foi premiado pela Unesco e conta a história de um vaidoso e austero vaqueiro (Tibúrcio), que cisma em capturar um boi selvagem e encantado (Aruá). Já o curta-metragem “Amarilis” (2016) é um filme em família e trata de um amor entre um homem e uma mulher. Tem direção de Chico Liberato, com roteiro de Alba Liberato, trilha sonora de João Liberato e produção de Cândida Liberato.

Francisco Liberato de Mattos, conhecido como Chico Liberato, é um artista plástico e cineasta brasileiro. Teve destacada participação no movimento cultural que envolveu vários artistas na década de 1960 em Salvador, onde nasceu em 1936. É casado há 50 anos com a roteirista Alba Liberato. Participou de diversas exposições coletivas, como a ‘I Bienal de Artes Plásticas da Bahia’ em 1966, e ‘Bahia Década 70’ – no Instituto Goethe. Realizou também diversas mostras individuais, no Brasil e no exterior. Entre 1979 e 1991 foi diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia e durante dez anos coordenou a área de Artes Visuais e Multimeios da Diretoria de Imagem e Som da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Valorização do vaqueiro

O estado da Bahia foi o primeiro no Brasil a reconhecer o ofício do vaqueiro como patrimônio cultural, em agosto de 2011, através do Conselho e da Secretaria Estadual de Cultura. Como parte das ações para reforçar esse reconhecimento, a Galeria do Solar Ferrão recebe a exposição fotográfica “Imagens dos Vaqueiros da Bahia” que fica aberta ao público até o dia 14 de agosto. Com seu gibão e chapéu de couro, alpercatas, alforjes, surrões e facão sempre amolado, o vaqueiro é uma figura emblemática do sertão baiano, do nordeste e de outras regiões do país.

A exposição é composta por imagens resultantes do projeto “Histórias de Vaqueiros: Vivências e Mitologias”, reunindo 44 fotografias de Josué Ribeiro, Bauer Sá e Elias Mascarenhas, com curadoria de Washington Queiroz. Além das fotografias, a exposição traz ainda reproduções de falas de vaqueiros, com textos que tratam sobre o seu dia a dia, sua relação com o trabalho, com os animais, com o meio ambiente, além de reflexões sobre a vida, o amor e a morte, sempre em sua singular linguagem.

No entendimento do Conselho e da Secretaria Estadual de Cultura, o ofício do vaqueiro comporta toda uma significativa dimensão cultural, pois reúne valores, comportamentos, simbologias, ritos, ideários, modos de vestir e se alimentar, sonoridades de trabalho etc. A atuação dos vaqueiros teve e continua tendo um relevante papel na configuração territorial e cultural da sociedade brasileira e, em particular, da Bahia.

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