junho 13, 2021

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Chape uniu o país na alegria e na tristeza

Quando uma tragédia se  abate sobre um país, com as proporções que teve a queda do avião da Chapecoense, um turbilhão de sentimentos toma conta de todos.
No sábado, após o jogo do Bahia, comentava com os amigos a bela campanha de marketing que a Chapecoense estava fazendo para unir todas as torcidas por eles, na final. Hoje, nesse fatídico dia, escrevi: “Triste ironia. A Chapecoense uniria o país em felicidade. Hoje nos uniu na tristeza.  #forçaChapecoense”
Mas, diante de tanta tristeza algumas atitudes emocionaram, também. As homenagens de famosos e não-famosos. A tristeza de colombianos falando sobre a tragédia. A homenagem emocionante de Carlos Cereto. André Risek colocando a narração do locutor da Fox, Deva Pascovicci (outra vítima da tragédia) no final do último jogo da Chape, na SporTV é a edição histórica do Jornal Nacional.
Não podemos esquecer a atitude dos clubes de futebol, que nas redes sociais trocaram suas fotos do perfil pelo escudo da Chapecoense em preto e branco. A nota oficial dos clubes em disponibilizar jogadores para formar a Chape2017. A nota pedindo 3 anos de anistia de queda para o clube. As homenagens dos nossos clubes aos jogadores que passaram por aqui. A solicitação do Palmeiras em jogar com o padrão da Chapecoense. E a maior de todas, o pedido do Nacional de Medelin em dar o título da Copa Sulamericana ao adversário . 
Porém, mesmo diante de tantas coisas bonitas para amenizar as dores das vítimas, algumas coisas terríveis. Torcedores de Bahia e de Vitória desejando “nem pra ser o avião do meu rival” é de  irracionalidade impensável. Gente querendo fazer política, piada, brincadeiras com tragédia é repugnante. Ainda bem que são muito poucos.
Enfim, o futebol está de luto. O esporte que sempre foi motivo de alegria, nesse trágico ano de 2016 (que insiste em não acabar) será marcado por tristeza. Não sei quando a bola irá rolar. Mas isso agora é o que menos importa. 
Que Deus acolha as vítimas e conforte seus parentes. Pois nada que fizermos, por melhor que seja, poderá consolá-los. 
Chorei muito por Ananias. Garoto que conheci e brinquei dizendo que ele aprendeu a jogar bola só depois que saiu do meu time. E nesse momento terrível, a risada dele não me sai da cabeça… 
Por Erick Cerqueira do site Futebol Bahiano
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