agosto 08, 2020

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Cui Bono: Após audiência, Geddel pede para falar ao telefone com a mãe

Cui Bono: Após audiência, Geddel pede para falar ao telefone com a mãe
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), um dos investigados na Operação Cui Bono e que responde a ação penal junto à Seção Judiciária do Distrito Federal, fez um pedido inusitado após a última audiência, em 27 de novembro. Ao final do procedimento, ele pediu para falar com a mãe, Marluce Vieira Lima, por telefone, durante 30 minutos.

O juiz Vallisney de Souza autorizou a comunicação entre os dois, além de marcar nova audiência para a conclusão da oitiva de Alexandre Margotto e Raquel Pitta no dia 13 de dezembro, próxima sexta-feira.

Na mesma audiências, as defesas solicitaram que não fosse utilizado o Skype como método de oitiva das testemunhas e colaboradores. No entanto, o magistrado rejeitou o pedido, alegando que a utilização do aplicativo acontece como forma de preservar a segurança do depoente. 

Denúncia
Além do ex-ministro Geddel Vieira Lima, também são investigados o ex-deputado federal Henrique Alves, o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto, o ex-deputado federal Eduardo Cunha, o doleiro Lúcio Funaro, o lobista Altair Alves Pinto e o empresário Marcos Molina.

A defesa do ex-ministro, que é acusado de corrupção ativa e passiva, requereu, em setembro deste ano, a decretação de vício na denúncia inicial oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), em razão de confusão com os verbos “recebeu” e “solicitou” utilizados na peça.

“Esses verbos, da mesma essência, traduzem a prática ilícita de funcionário público ao corromper-se e a reprodução exatamente igual do comportamento ou do acontecimento fático deve ser apurada no âmbito da prova judicial”, rebateu Vallisney.

Por fim, os advogados de Geddel afirmaram que as declarações de delatores ouvidos durante as investigações são “inadmissíveis”. O juiz, no entanto, escreveu que todo o processo se baseia em documentos e provas materiais e que as delações de Fábio Ferreira Cleto, Lúcio Bolonha Funaro e Marcos Molina”não estão isoladas ou fora de contexto”.

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