O deputado estadual Diego Castro se manifestou nesta terça-feira (10) sobre o debate internacional envolvendo a classificação de facções criminosas brasileiras como ameaça à segurança regional. O tema ganhou repercussão após discussões nos Estados Unidos sobre a possibilidade de enquadrar organizações criminosas como grupos de terrorismo.
Entre as facções citadas nesse debate estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que possuem atuação em diferentes estados do país e também influência em rotas internacionais do crime organizado.
Durante declaração à imprensa, Diego Castro criticou a postura do governo brasileiro e afirmou que o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem rejeitado a classificação dessas facções como organizações terroristas, demonstra, segundo ele, um alinhamento equivocado no combate ao crime.
“Para mim não é nenhuma novidade o PT defendendo o crime. O governo Lula a favor da criminalidade. Isso mostra muito bem de que lado o governo brasileiro está”, afirmou o parlamentar.
Na avaliação do deputado, a proposta discutida nos Estados Unidos representaria um endurecimento no combate ao crime organizado, enquanto o governo brasileiro estaria tentando evitar esse tipo de enquadramento.
Diego Castro também relacionou o debate à situação da segurança pública na Bahia. Segundo ele, os índices de violência registrados no estado refletem, na sua visão, o modelo de gestão adotado nos últimos anos.
“O cidadão de bem está preso em casa e o bandido solto na rua. Os índices de insegurança mostram o resultado dessa prática”, declarou.
O parlamentar ainda criticou as condições de trabalho e remuneração das forças policiais no estado, afirmando que há desvalorização das corporações ao longo dos últimos anos.






