maio 11, 2021

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Desde agosto deste ano, a Secretaria de Saúde da Bahia já registrou 30 casos da “doença da urina preta”

Desde agosto deste ano, a Secretaria de Saúde da Bahia já registrou 30 casos da “doença da urina preta”

Desde agosto de 2020, quando foram registrados três novos casos da Doença de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) já recebeu mais notificações da patologia. Segundo o órgão, até o dia 27 de novembro, 36 ocorrências foram notificadas. Destas, 30 foram confirmadas, cinco permanecem em investigação e uma foi descartada.

A Bahia viveu um ‘surto’ da doença em 2017. A patologia é associada à ingestão de crustáceos e, principalmente, o consumo de pescados. Os sintomas consistem em extrema regidez muscular, dor torácica, dispneia, dormência, perda de força em todo o corpo e urina com a cor preta, associada à elevação sérica de CPK. A doença pode levar à falência de múltiplos órgãos.

Conforme a Sesab, 12 casos oficiais da Doença de Haff já foram registrados em Salvador desde agosto, 11 em Camaçari, três em Entre Rios, dois em Dias D’Ávila, um em Candiba e um em Feira de Santana. Em todos eles, foi informado que o aparecimento dos sintomas ocorreu após a ingestão de peixe e mais de 80% relataram ter consumido peixe tipo “olho de boi”.

Ainda com relação ao perfil dos pacientes, do total, 53% pertencem ao sexo masculino e 47% ao sexo feminino. A faixa etária que apresentou o maior percentual de casos foi de 20 a 59 anos (83,35%).

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