abril 14, 2021

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“Eu fui assaltado também, fui vítima”, diz suspeito de integrar quadrilha de roubo

“Eu fui assaltado também, fui vítima”, diz suspeito de integrar quadrilha de roubo

Um homem foi preso depois de ser reconhecido por uma testemunha como integrante de um grupo de assaltantes que agia no bairro de Pernambués, em Salvador. No Gerrc (Grupo Especial de Repressão a Roubo em Coletivos), o suspeito identificado como Rodrigo Santos Reis, de 34 anos, chorou e disse que foi vítima dos verdadeiros assaltantes.

— Eu sou trabalhador. Eu “tava” com minha guia, eu fui assaltado também, eu fui vítima. Eu fui reagir e fui espancado pelos caras. Os caras “estourou” meu ouvido, me desmaiou. As vítimas tão me acusando de uma coisa que eu não fiz.

A vítima do assalto contou para a polícia que Rodrigo e mais três homens estava cometendo roubos na região. A polícia desconfia que o suspeito faça parte de uma quadrilha que estava praticando assaltos a ônibus em Pernambués.

Rodrigo nega as acusações e afirma que foi roubado e espancado pelos bandidos. Ainda segundo o suspeito, a vítima teria o confundido  com o suspeito.

— Dizendo ela que o cara parecia comigo, ela não tem nem certeza se era eu ou não. É dizer, porque o cara é branco, eu sou branco também, o cara é parecido comigo é? Nada a ver, negativo.

Rodrigo ainda alega que estava na praia, vendendo doce e, quando estava indo para o ponto de ônibus, teria sido roubado. Ele afirmou que teve a guia levada pelos bandidos e acabou sendo confundido pelas vítimas.

— Eu tentei reagir, pedi a eles para não levar minha guia, que era a única maneira que eu tinha para me manter. Mesmo assim, os caras não me perdoou, me bateram me espancaram. Eu tô com as marcas aqui no corpo, não foi a população, foi os próprios caras que me roubou. (sic)

Na delegacia, Rodrigo chorou e falou que está sendo acusado de cumplicidade, mas que nem conhece os bandidos. Ele  fez um apelo para conseguir outra guia de doces.

— Eu tô pedindo uma guia pra trabalhar, porque sou pai de família, tô desempregado. E aí o que acontece? Acusação, todo mundo me condena, todo mundo me critica, mas nenhum estende as mãos, pra dizer assim: “meu filho, tome pelo menos aqui um material, uma mercadoria”.

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