O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações ligadas ao terrorismo internacional. A medida, divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano, passa a valer oficialmente a partir de 5 de junho e amplia o cerco financeiro e investigativo contra as duas facções brasileiras. (Reuters)
Em comunicado oficial, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os grupos criminosos possuem atuação violenta e influência que ultrapassa as fronteiras do Brasil. Segundo ele, as redes das facções alcançam outros países da América Latina e também os Estados Unidos. (Reuters)
A decisão provocou preocupação em setores do governo brasileiro e entre especialistas em relações internacionais. Avaliações apontam que a nova classificação pode abrir espaço para sanções financeiras mais amplas e gerar debates sobre soberania nacional, além de impactar futuras cooperações entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. (Reuters)
O anúncio ocorreu em meio a agendas políticas realizadas em Washington envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar se reuniu com Marco Rubio e também participou de encontros com o presidente Donald Trump ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A movimentação reforçou o debate político em torno do tema no cenário brasileiro. (Reuters)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia demonstrado resistência à classificação das facções como organizações terroristas. Autoridades brasileiras defendem que PCC e Comando Vermelho devem ser combatidos como grupos criminosos transnacionais, mas não enquadrados na legislação antiterrorismo adotada pelos Estados Unidos. (Reuters)
A medida faz parte da estratégia da gestão Trump de ampliar ações contra grupos ligados ao narcotráfico na América Latina, utilizando mecanismos mais rígidos de sanções e cooperação internacional. (Financial Times)






