novembro 27, 2021

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Ex-namorada se apresenta à polícia e assume ter matado guarda municipal com facadas

A Polícia Civil de Feira de Santana identificou a suspeita do homicídio do guarda municipal de São Gonçalo dos Campos Otávio Galvão Andrade Neto, de 36 anos, que aconteceu na madrugada da última sexta-feira (21/10), Ele foi morto com cerca de 40 facadas em sua  residência,  no conjunto Feira IX.

De acordo com o delegado Gustavo Coutinho, da Delegacia de Homicídios (DH), em entrevista ao site acordacidade,  a cabeleireira Keliane Silva Lopes, de 21 anos, se apresentou na delegacia espontaneamente na última segunda-feira (25/10) na companhia do seu advogado e confessou  o crime.

“Ela contou que agiu sozinha e a motivação do crime foi por conta de três vídeos íntimos dela que ele havia gravado anteriormente sem o seu consentimento. Ele prometeu entregar os vídeos caso ela voltasse a namorar com ele”, afirmou o delegado.

Ainda segundo delegado, o casal se relacionou por dois anos e meio. No dia do crime,  Keliane teria ido até a casa de Otávio na companhia de uma amiga. Lá, ingeriram bebida alcoólica e durante a noite ela resolveu praticar o crime.

“Ela disse que não estava premeditando e que o interesse era pegar o celular e destruir o vídeo. A amiga estava ajudando inclusive para isso: pegar o celular em um descuido da vítima”, acrescentou. Somente após procurar o aparelho celular na residência e não achar, a acusada resolveu cometer o crime.

“Ela informou que isso (não ter achado o aparelho) só fez aumentar ainda mais a raiva que estava sentindo da vítima. Keliane então desceu, se apossou de uma faca tipo peixeira e uma garrafa de álcool. Com um pano com álcool tentou sufocá-lo ao mesmo tempo em que efetuava os golpes de faca”, disse Gustavo Coutinho ao site acordacidade..

A acusada contou ainda que após os primeiros golpes de faca a vítima tentou se defender. Depois que Otávio caiu no chão, ela então aplicou cerca de 30 golpes em suas costas até que ele desmaiasse e viesse a desfalecer.

Sobre a pessoa de prenome Tamires, cujo nome teria sido ouvido por vizinhos, que relataram ter ouvido a vítima gritar: ‘Não me mate Tamires’, o delegado disse que a acusada afirmou não ter ouvido este nome e os vizinhos podem ter entendido errado.

Após o crime, Keliane deixou a residência num veículo gol branco, na companhia da amiga e de um homem que seria companheiro da amiga. Ela foi dormir em um motel até o dia seguinte. A polícia vai ouvir outras testemunhas, parentes da vítima e aguardar a decisão da justiça com relação à decretação da prisão preventiva de Keliane.

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