maio 11, 2021

970×90

Festa regada a sexo e álcool dentro de casa alugada via Airbnb vira polêmica; imagens foram gravadas no imóvel

Festa regada a sexo e álcool dentro de casa alugada via Airbnb vira polêmica; imagens foram gravadas no imóvel

Desde essa última quarta-feira (14/4), alguns áudios que têm circulado no Twitter levantaram uma discussão sobre as regras do Airbnb – uma plataforma que permite aos indivíduos alugar o todo ou parte de sua própria casa -. É que um contratante utilizou um imóvel para fazer uma festa regada a sexo e álcool, com direito a filmagens caseiras. 

Afinal, pode ou não fazer sexo? É claro que, quando você aluga um imóvel, quer ter o máximo de conforto e liberdade possível para aproveitar. Mas existem alguns limites que devem ser estabelecidos entre o inquilino e o anfitrião do imóvel, coisa que parece não ter acontecido na polêmica entre a locadora Verônica e Felipe, o locatário.

Em áudios que viralizaram no Twitter, Verônica reclama do inquilino que, além de levar amigos e mulheres para o imóvel, ainda parece ter aproveitado todas as partes da residência para fazer sexo. 

“Não, Felipe, não é erro dos dois lados. Você tem que ser claro na sua proposta. Você tem que perguntar para o anfitrião se tem um quarto, um espaço, que dá para ‘trepar’ para os amigos que você vai convidar, com as mulheres que vai convidar. Você tem que perguntar para saber que tipo de casa tem que locar”, começa a proprietária.

Em seguida, Verônica diz que o hóspede fez de sua casa “um bordel”. Em seguida, ela continua a explicação. “Você não pode locar uma casa para você seu churrasco de aniversário com seus amigos, que eram 15, e de repente, fazer da casa da pessoa um bordel, uma suruba, que tem homem pelado e mulher pelada em tudo quanto é lugar. Você não pode fazer isso no Airbnb. Isso fere as regras do Airbnb”, disparou.

No áudio, ela ainda cita a questão da pandemia, por conta da aglomeração. “Não é assim. Nós estamos em tempo de pandemia e você vai sair trepando em tudo quanto é cama da casa? Eu tinha liberado um quarto para você dormir, para que você não saísse bêbado daqui, dirigindo. Liberei para você. Agora, sair trepando em tudo quanto é lugar da casa? O que que é isso? Você ainda acha que está certo? Aonde estamos, Felipe? Como você faz isso dentro de uma plataforma do Airbnb, que é séria. Pergunte ao anfitrião: ‘olha, vou convidar amigos e meus amigos vão trepar. Tem um quarto para trepar?’. Eu já teria dito que aqui não era casa, entendeu?”, concluiu.

Em um áudio de resposta, Felipe afirma que não houve “clareza” por parte da anfitriã e que estava pagando “uma fortuna”, e por isso, poderia usar o imóvel para “transar”.

“Primeiro gostaria de alertar que não temos motivo para subir o tom da conversa. Concordo que não houve erro das duas partes e houve uma falta de clareza, mas apenas da sua parte. Pelo que eu tô entendendo, você deveria ter colocado no título do seu anúncio: ‘proibido trepar no local’. Agora, me admira você, que eu vou convidar 15 amigos para comemorar meu aniversário na sua casa, pagando uma fortuna de diária, sem ter a intenção de co*** ninguém. Que mundo que tu vive? Eu já transei em banheiro químico, em obra de vizinho, eu não vou transar em uma casa dessa que eu aluguei e paguei uma fortuna? Pelo amor de Deus!”, disse Felipe.

OUÇA 

PODE OU NÃO PODE? 

Após tomar conhecimento do caso, a Airbnb já informou que a situação está sendo investigada, destacando que possui regras e Termos de Serviço e que anfitriões ou hóspedes que desrespeitem as políticas de uso estão sujeitos às medidas cabíveis. 

O site oferece um meio online de busca e reservas entre a pessoa que oferece a acomodação e o turista que busca pela locação. Atualmente, está presente em mais de 192 países. 

De acordo com reportagem da Revista GQ Brasil, não há regras específicas nas políticas de uso da empresa, sobre sexo durante estadias. Vale, nesse caso, o mesmo senso comum de hotéis: a principal finalidade é a estadia, mas sexo também acontece. 

De acordo com uma pesquisa do portal House Method, feita com mil locatários, 53,9% deles já transaram em uma acomodação. Os locais mais escolhidos são quarto, chuveiro e sofá. 

A diferença, no entanto, entre as acomodações do Airbnb e hotel ou motel é que, no caso do Airbnb, o espaço alugado está temporariamente desocupado, ou seja, há um morador ali. Então, os móveis da casa, utilizados pelo inquilino enquanto está hospedado, são de uso do morador. Em alguns casos, para impedir a prática, locadores costumam até cobrar mais caro para receber casais.

O que vale, no final das contas, é ficar atento às regras do local que está sendo alugado. Alguns não aceitam crianças; outros, não aceitam animais. Com relação às festas, que foi o caso de Felipe, elas estão proibidas em alojamentos em todo o mundo, por conta da pandemia. Em agosto do ano passado, a empresa emitiu um comunicado informando, inclusive, que não poderiam ser alojadas mais de 16 pessoas ao mesmo tempo, e qualquer alojamento. 

“Esta proibição aplica-se a todas as futuras reservas na plataforma Airbnb, e permanecerá em vigor indefinidamente até nova determinação”, diz trecho do comunicado. Ainda conforme a empresa, as festas não autorizadas foram sempre proibidas nos alojamentos anunciados na plataforma. 

“Tradicionalmente, era permitido aos anfitriões, de acordo com o seu próprio critério, autorizar pequenas festas (tais como festas de aniversário) se estas fossem apropriadas para a sua casa e bairro”, destaca a nota.

Compartilhe
abaixo de Saúde

Sobre o autor

posts relacionados

deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

abaixo de Saúde