dezembro 18, 2018

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Franquias miram as cidades do interior da Bahia

Franquias miram as cidades do interior da Bahia

 

Das ruas aos shoppings de Salvador, as redes de franquias dominaram a cidade. São tantas que grandes marcas estão mudando o foco da capital para o interior do estado.

Grupo Bonaparte, Spoleto, Tip Top, Casa do Construtor e Sóbrancelhas são algumas das redes que já possuem unidade em Salvador e procuram agora franqueados em outros municípios da Bahia. As cinco foram à ABF Franchising Expo, maior feira de franquias do mundo, realizada em São Paulo neste mês, buscar interessados em empreender.

“Na Bahia, o processo de interiorização tem acontecido mais fortemente do que em outros estados do Nordeste”, diz Leonardo Lamartine, diretor regional da Associação Brasileira de Franchising (ABF) para o Nordeste e presidente do Grupo Bonaparte, que já tem 22 lojas baianas. A inauguração de centros comerciais no interior tem favorecido a interiorização. “Shopping é um celeiro para franquias”. O próprio Lamartine procura franqueado para o Oeste Shopping Barreiras, o primeiro do município, com inauguração prevista até o final do ano.

O interesse em crescer em regiões fora da capital também tem relação com a crise econômica. “Nossas lojas no interior continuam em crescimento enquanto as de Salvador estão em queda”, conta Viviane Barros, presidente de franquias da rede Spoleto, que já está nos municípios de Barreiras e Itabuna e vai chegar a Luís Eduardo Magalhães no próximo ano.

O objetivo agora da marca, que chegou à Bahia há 12 anos, é abrir unidades em Feira de Santana e Lauro de Freitas. “A gente quer Feira há muito tempo, mas não estamos conseguindo ponto no shopping de lá”, diz Viviane.

Setor de alimentação

De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de alimentação é o que mais puxa o processo de interiorização de franquias na Bahia. Ele é seguido pelo comércio de moda. A marca de vestuário infantil Tip Top é uma das redes que estão pesquisando investidores interessados no interior.

Com quatro unidades em Salvador e uma em Feira de Santana, eles miram agora em Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e em Ilhéus ou Itabuna. “Pela nossa pesquisa, entendemos que essas três regiões têm potencial, com bons shoppings e cidades mais capitalizadas”, afirma Ricardo Marcondes, gerente de expansão da marca.

Em um setor mais impactado pela crise do que os segmentos do Bonaparte e da Tip Top, a franquia de locação de equipamentos para construção Casa do Construtor lançou um modelo compacto de loja para pessoas que já têm negócios no ramo da construção. Enquanto a unidade-padrão demanda investimento inicial mínimo de R$ 555 mil, o novo modelo requer R$ 200 mil a R$ 250 mil. Segundo o sócio da empresa Expedito Eloel Arena, a intenção é conquistar franqueados em cidades de 20 mil a 50 mil habitantes. Na Bahia, a rede tem oito lojas.

Outra marca com interesse em cidades do interior é a Sóbrancelhas. Com 160 unidades em todo o país, a empresa de tratamento e estética de sobrancelhas abriu a primeira loja em Salvador há quase um ano e já planeja expandir para Feira de Santana, Ilhéus e Vitória da Conquista até o final do ano. “A ideia é tomar conta dos estados que já chegamos e reforçar a presença”, diz a presidente da rede, Luiza Costa. A Sóbrancelhas comporta até dez unidades na Bahia, segundo Luiza.

Apesar da intenção das marcas, elas reconhecem que a expansão para municípios do interior requer cautela. Segundo a presidente da Sóbrancelhas, o marketing para tornar a empresa conhecida nessas cidades costuma ser mais trabalhoso. Já a Tip Top tem sofrido até mesmo para encontrar franqueados. “Não estamos conseguindo captar interessados no sul da Bahia”, diz o gerente de expansão da marca. Além disso, segundo a Spoleto, o tempo que as unidades demoram para dar lucro no interior costuma ser maior do que na capital.

Mesmo com esses desafios, as marcas acreditam no potencial do interior. “Em Itabuna, nossa loja teve uma dificuldade inicial, mas, hoje, é um ‘furacão’. A unidade de Barreiras cresce dois dígitos por ano. A gente brinca que a crise não afetou o interior”, diz a porta-voz da Spoleto.

*Com informações Atarde.

Veja algumas opções de franquias

Tip Top

Setor Moda infantil
Ano de fundação 1952
Taxa de franquia  R$ 50 mil a R$ 65 mil
Royalties  30% sobre compras de vestuário e 4% a 6% sobre acessórios
Taxa de propaganda 4% sobre compras ou 1,5% sobre faturamento
Previsão de retorno 36 a 40 meses
Estimativa de faturamento mensal R$ 85 mil a R$ 250 mil
Média de funcionários por loja 5 a 12
Investimento total R$ 420 mil a R$ 1,5 milhão

Grupo Bonaparte

Setor Alimentação
Ano de fundação 1998
Taxa de franquia  R$ 55 mil
Royalties 6% do faturamento
Taxa de propaganda 2% do faturamento
Previsão de retorno  24 a 36 meses
Estimativa de faturamento mensal R$ 140 mil
Média de funcionários por loja 16
Investimento total  R$ 450 a R$ 595 mil
Observação: O grupo inclui as marcas Bonaparte, Monalisa, Donatário, Espaço Árabe e Espaço Sushi

Casa do Construtor

Setor Locação de equipamentos para construção
Ano de fundação 1993
Taxa de franquia  R$ 15 mil
Royalties  8% do faturamento
Taxa de propaganda 2% do faturamento
Previsão de retorno  até 36 meses
Estimativa de faturamento mensal R$ 90 mil
Média de funcionários por loja 5 a 20
Investimento total  R$ 200 mil a R$ 250 mil
Observação Modelo compacto

Sóbrancelhas

Setor Tratamento e estética de sobrancelhas
Ano de fundação 2013
Taxa de franquia  R$ 40 mil
Royalties  R$ 1.800
Taxa de propaganda R$ 500
Previsão de retorno  8 a 18 meses
Estimativa de faturamento mensal R$ 35 mil
Média de funcionários por loja 3 a 6
Investimento total  R$ 120 mil a R$ 139,9 mil

Spoleto

Setor Alimentação
Ano de fundação 1992
Taxa de franquia  R$ 60 mil
Royalties  6% do faturamento
Taxa de propaganda  2% do faturamento
Previsão de retorno até 40 meses
Estimativa de faturamento mensal R$ 105 mil
Média de funcionários por loja  12 ou mais
Investimento total R$ 430 mil a R$ 650 mil

 

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