setembro 24, 2021

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Governo Federal paga R$ 20 milhões em campanha sobre tratamento precoce; veja influenciadores que receberam verbas

Governo Federal paga R$ 20 milhões em campanha sobre tratamento precoce; veja influenciadores que receberam verbas

Desde o início da pandemia, no ano passado, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não recomenda tratamento precoce para Covid-19 com qualquer medicamento, como cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal e dióxido de cloro.

Mesmo diante das recomendações negativas quanto ao tratamento precoce, o Departamento de Publicidade da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações já realizou campanhas veiculadas em rádios, TVs e redes sociais em todo o país.

Em uma delas, na qual foi contratada a agência Calia, que é comandada por Gustavo Mouco, irmão de Elsinho Mouco, ex-marqueteiro de Michel Temer, o material foi divulgado nas contas de quatro influenciadores digitais e custou o montante de R$ 20 milhões. Ao menos dois influencers usaram o termo “tratamento precoce”, além de uma publicação que foi excluída da rede social Instagram.

De acordo com dados obtidos e divulgados pela Agência Fiquem Sabendo, os influenciadores contratados pela Calia são: João Zoli, que excluiu o post publicado inicialmente em 11 de janeiro de 2021, pelo qual recebeu R$ 6 mil; Pam Puertas, que se beneficiou de R$ 2,5 mil; Jessika Taynara, que ganhou R$ 3 mil; e Flávia Viana, que, por possuir mais seguidores que os demais, recebeu a quantia de R$ 11,5 mil pela publicidade.

A Calia também tem contratos firmados com outros órgãos da administração federal. A empresa aparece no Portal da Transparência como ganhadora de quatro contratos, prestando R$ 1,5 bilhão em serviços de publicidade ao governo federal. A contratação de agência de publicidade pelo governo é atividade lícita e serve para orientar a população sobre diversas medidas.

No entanto,a questão central, neste caso, é que já foi comprovado cientificamente que não existe tratamento precoce contra a Covid-19. Práticas como uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social são as medidas consideradas mais eficazes pela comunidade científica.

Por meio de nota, a Secom confirmou os números e disse que a campanha está ainda na metade. “Considerando o valor total estimado para a campanha, espera-se que a agência de publicidade ainda encaminhe documentos fiscais e comprovantes referentes a cerca de R$13 milhões”, escreveu a Secretaria de Comunicação.

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