junho 04, 2020

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Guedes e Teich contrariam Bolsonaro ao falarem em fim progressivo e planejado de isolamento

Guedes e Teich contrariam Bolsonaro ao falarem em fim progressivo e planejado de isolamento

Horas depois de o presidente Jair Bolsonaro voltar a pedir o fim do isolamento e dizer que espera que as restrições impostas por governadores e prefeitos acabem ainda nesta semana, os ministros da Saúde, Nelson Teich, e da Economia, Paulo Guedes, defenderam que o relaxamento das medidas de distanciamento social deverá ocorrer de forma “progressiva, estruturada e planejada”.

As regras da quarentena foram um dos motivos de divergência entre o presidente e o ex-titular da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo na última quinta-feira passada (16), após semanas de desgaste frente ao combate do novo coronavírus.

“A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um: entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa: preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que a gente está afastado, vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. E o terceiro: com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social”, disse Teich.

Já Bolsonaro afirmou que “a massa não aguenta ficar em casa, porque a geladeira está vazia”, e pediu o fim das medidas, que ele considera excessivas por parte dos estados. “Aproximadamente 70% da população vai ser infectada, não adianta querer correr disso, é uma verdade. Estão com medo da verdade?”, declarou.

Teich, que assumiu o cargo nesta sexta-feira (17), afirmou que a previsão de compra de testes para o novo coronavírus subiu de 24 milhões para 46 milhões, mas não deu prazo para as entregas. A testagem em massa é uma das formas de relaxar a quarentena em lugares onde o nível de contágio já tenha atingido um patamar considerado seguro.

Também nesta segunda-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que preservar o que chama de “sinais vitais” da economia não significa sair do isolamento social agora. “Preservar os sinais vitais da economia significa fazer a coisa programada, fazer direito, fazer no devido tempo”, destacou.

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