Hungria vai desinfetar dinheiro para evitar contágios de coronavírus
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O Banco Nacional da Hungria anunciou hoje que vai submeter a uma quarentena as cédulas de florim húngaro e outras moedas que circulam pelo país para desinfetá-las, informou o portal hvg.
Neste processo, as notas embaladas em película retrátil são armazenadas em um recipiente durante duas semanas e depois submetidas a um breve tratamento térmico entre 160 e 170 graus Celsius.
A Hungria é o primeiro país europeu a utilizar esta tecnologia, já aplicada na China e na Coreia do Sul, para evitar a propagação do novo coronavírus por meio do dinheiro.
Um estudo realizado por epidemiologistas do governo chinês e noticiado pela imprensa do gigante asiático afirma que o novo coronavírus pode “durar dias” em superfícies onde caem gotículas respiratórias infectadas, incluindo o papel, o que aumenta o risco de contágio se uma pessoa tocar nele e depois esfregar o rosto com as mãos.
Segundo as pesquisas, o tempo de duração do coronavírus na superfície depende de fatores como a temperatura: por exemplo, a cerca de 37 graus Celsius, pode sobreviver de dois a três dias em materiais como vidro, pano, metal, plástico e papel.
Os autores do estudo também concluíram que este coronavírus pode sobreviver no ar por pelo menos 30 minutos e se espalhar por uma distância de até 4,5 metros.
Até o momento, a Hungria confirmou 12 casos de coronavírus.