abril 24, 2019

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Infectologista alerta sobre consumo excessivo de antibióticos no Brasil

Infectologista alerta sobre consumo excessivo de antibióticos no Brasil

Segundo dados divulgados neste mês no relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de doses de antibióticos consumidos no Brasil está entre os maiores do mundo, superando a média da Europa, Canadá e Japão.

O estudo incluiu dados de 65 países onde as estatísticas são captadas de forma rigorosa. O indicador usado foi o índice de doses diárias (DD) consumidas para cada mil habitantes. No Brasil, o índice ficou em 22 DD para cada mil habitantes, o que coloca o País como o 17º maior consumidor desses medicamentos entre as 65 nações avaliadas.

Segundo o médico infectologista e membro da Sociedade Paulista de Infectologia, Cláudio Penido Campos Junior, mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo apresentam algum tipo de incorreção, seja por falta de indicação, posologia, espectro ou risco de toxicidade.

O uso indiscriminado desse tipo de antibióticos está criando superbactérias tão resistentes que já matam 700 mil pessoas por ano no mundo. O fenômeno é considerado uma epidemia com graves consequências: a partir de 2050, as superbactérias matarão 10 milhões ao ano. “Se até lá o problema não for controlado, estamos falando de uma situação que causará mais mortes do que as doenças cardiovasculares e câncer”, alerta Cláudio.

Pensando neste assunto, o médico infectologista dá algumas dicas para você fazer a sua parte e proteger sua saúde ao ingerir esse tipo de medicamento:

– Nada de se automedicar! Esse tipo de medicamento deve ser receitado por um profissional habilitado;

– Procure seguir o tratamento de acordo com as orientações médicas, mesmo que você já se sinta melhor;

– Armazene o medicamento de acordo com as orientações da bula, não guarde antibióticos para utilização futura e atenção ao prazo de validade.

Além disso, o infectologista faz também algumas considerações importantes para os profissionais da área da saúde: “O indicado é que o especialista saiba definir adequadamente o diagnóstico, o tipo de infecção e os microrganismos envolvidos no problema e quais são os padrões de resistência desses microrganismos. Em resumo, se munir de informações epidemiológicas, clínicas e farmacológicas na hora de prescrever o medicamento”, finaliza o especialista.

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