setembro 26, 2021

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Mais de 15 mil famílias já foram atendidas pelo Programa Bolsa Aluguel em Lauro de Freitas

Mais de 15 mil famílias já foram atendidas pelo Programa Bolsa Aluguel em Lauro de Freitas

Instituído em junho de 2005 pela gestão municipal, a trajetória do Programa Bolsa Aluguel se confunde com a história das 15.407 famílias atendidas nestes 16 anos de criação do programa. O aluguel social é pago para famílias que, por algum motivo, tiveram de sair de suas casas. São famílias que moravam em áreas de risco, mulheres que sofriam violência doméstica ou pessoas em situação de rua.

Atualmente 2.147 famílias são contempladas pelo Bolsa Aluguel. Parte do público atendido pelo Programa é formado por 262 mulheres vítimas de violência doméstica, encaminhadas pelo Centro de Referência Lélia Gonzalez, 138 pessoas que se encontravam em situação de rua e 167 que tiveram de sair de suas residências por estarem localizadas em áreas de risco mapeadas pela Defesa Civil Municipal.

O Programa Bolsa Aluguel mudou a vida de pessoas como a dona Genis dos Santos, 53 anos. Mãe de um filho especial, depois de ser abandonada pelo ex-marido, moraram um tempo na rua e alguns meses de favor na casa de uma antiga vizinha, que acabou se tornando uma grande amiga. Como o seu tempo é quase integralmente dedicado ao filho, vivem do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que ele recebe.

“Hoje moro de aluguel em uma casa paga pelo Programa. Meu ex-marido nos abandonou em uma casa que não era nossa, fomos colocados para fora e acabamos indo para a rua. Por muito tempo moramos em uma praça no Jambeiro e na casa de uma amiga de favor, mas hoje, graças a Deus, estamos em paz apesar de todas as dificuldades. Quando a gente tem um teto para morar, a gente dá um jeito no resto. Um teto é tudo em nossa vida”, declarou dona Genis.

De acordo com a lei que criou o Programa Bolsa Aluguel, o benefício pode ser concedido pelo prazo de um ano, podendo ser renovado por dois períodos iguais a partir de uma avaliação social realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (SEMDESC). O desligamento do beneficiário acontece quando uma assistente social constata a capacidade de emancipação deste indivíduo, a partir da identificação de marcadores que identificam a superação da situação de vulnerabilidade, como a conquista de um emprego ou alguma outra possibilidade de geração de renda.

De acordo com Adson dos Reis, diretor do Departamento de Gestão do Bolsa Família, que faz parte da estrutura da SEMDESC, o Programa passou por uma série de mudanças em 2021. “Mudamos não só a estrutura física como a metodologia de atendimento, para que possa ser mais humano e acolhedor. Também requalificamos o nosso sistema de monitoramento, para acompanhamento dos beneficiários e recebimento de novas demandas que chegam de toda a nossa rede”.

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