dezembro 18, 2018

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Mais de 2/3 da população tem medo de voar em aviões, diz Ibope

Mais de 2/3 da população tem medo de voar em aviões, diz Ibope

O aviso de que é “hora de atar cintos, colocar a poltrona na posição vertical e se preparar para decolagem” para alguns pode ser motivo de grande sofrimento, funcionando como gatilho para o aparecimento de ansiedade intensa, dificuldade de respirar, podendo até chegar a um ataque de pânico.

Segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), de cada dez brasileiros, pelo menos, quatro têm medo de viajar de avião.

Essas pessoas podem ter um transtorno de ansiedade chamado Fobia de Avião ou Aviofobia, caracterizada por medo intenso, irracional e persistente de viajar em aviões, definida como um tipo de fobia específica, do tipo situacional.

Embora as fobias específicas do tipo situacional sejam mais comuns no final da adolescência, o psiquiatra e diretor médico do Espaço Nelson Pires, Lúcio Botelho, afirma que crianças também podem experimentar medo intenso de viajar de avião traduzido por choro, raiva, imobilidade ou comportamento de agarra-se.

“Os casos de fobias iniciadas na adolescência têm maior risco de perdurar até a idade adulta e, raramente, apresentam desaparecimento espontâneo”, acrescenta.

Esses tipos de fobias são predominantes no sexo feminino, na proporção de duas mulheres para cada homem, segundo o psiquiatra. A postura mais comum da maioria é de esquiva, deixando de viajar ou, quando possível, fazendo os trajetos de carro ou ônibus.

“Podemos dar exemplo do executivo bem-sucedido que trabalha próximo a sua casa e que, por motivo de uma promoção, necessita se deslocar por grades distâncias. O medo de voar pode comprometer seu bem-estar físico, psíquico e comprometer sua ascensão profissional”, explica.

A ausência de diagnóstico e tratamento adequados para superação do medo pode levar ao que o especialista chama de “complicações psiquiátricas adicionais, incluindo outros transtornos ansiosos, depressão, abuso de drogas e álcool”.

A psicoterapia, associada com técnicas de dessensibilização e de exposição gradativa às situações e objetos temidos, fazem parte do tratamento desses casos. Em algumas situações o uso de medicamentos também é indicado.

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