agosto 24, 2019

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Memória local, cultura afrobaiana e meio ambiente são destaques do Café Cultural

Memória local, cultura afrobaiana e meio ambiente são destaques do Café Cultural

Os educadores Antônio Cláudio Nogueira, que atua na Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães, e Abílio Manuel, professor na mesma unidade e na Escola Municipal Pedro Paranhos, foram os homenageados do Café Cultural, na manhã desta terça-feira (16), na Secretaria Municipal de Educação. O projeto é uma iniciativa do Departamento de Diversidade e Inclusão, da Coordenação da Educação Básica da Semed. Nesta terceira edição, foram destacadas as contribuições dos educadores nas áreas de memória local, cultura afrobaiana e meio ambiente.  

Os professores integram o corpo de profissionais do município desde a década de 1990, quando começaram a realizar atividades extraclasses sobre as respectivas temáticas, por meio de diversas linguagens, a exemplo de produção de vídeos, peças de teatro, elaboração de poemas, além da promoção de palestras. Os trabalhos sempre estabelecem conexões dos educandos com a sociedade e com as transformações sociais e tecnológicas locais e mundiais.

Durante o encontro, o professor Antônio Cláudio apresentou vídeos produzidos com seus educandos. Os documentários O Levante do Rio Joanes, Memórias de Santo Amaro de Ipitanga e Memórias Ipitanguenses trazem narrativas sobre a história do município, ressaltando personalidades populares que contribuíram e contribuem para a dinâmica da cultura local. 

Ainda, o professor Cláudio, como é chamado por seus alunos, destacou o projeto Doutores da Natureza, cujo objetivo é permitir que os educandos identifiquem problemáticas ambientais do município e apontem soluções, por meio da observação participativa, ou seja, por meio de aulas que ocorrem diretamente em ambientes naturais.

Neste mesmo processo de imersão na cultura, o professor Abílio Manuel, desde a década de 1990, traz para a sala de aula discussões referentes a cultura afrobaiana, especificamente, preocupando-se com a contribuição dos africanos para a linguagem popular local. O educador também ressaltou sua trajetória acadêmica, destacando suas pesquisas em nível de pós-graduação junto a universidades brasileiras e de outros países.

A manhã foi leve, informativa e descontraída. Além de apresentarem seus trabalhos, os professores também propuseram sugestões à gestão da Semed, e destacaram a importância do Café Cultural. “Além de valorizarmos e conhecermos o trabalho dos nossos colegas, temos a possibilidade de nos reinventarmos, transformando nossos métodos de acordo com as experiências dos colegas, o que dinamiza ainda mais a nossa rede de ensino”, observou o professor Cláudio.

Em sentido semelhante, o professor Abílio, considerou que o Café Cultural tem importância tanto pessoal quanto profissional, o que “colabora para que possamos melhorar a educação pública municipal de Lauro de Freitas”.   

O Café Cultura é realizado a cada dois meses. Os professores apresentam e discutem suas produções acadêmicas e/ou sociais aos profissionais da Semed. Com início em abril deste ano, seis professores já foram homenageados pelo projeto, cuja última edição, em 2019, está prevista para ocorrer em novembro.

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