maio 10, 2021

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Mestre da cultura popular de Lauro de Freitas, Seu Balaieiro fez história e vai deixar saudades

Mestre da cultura popular de Lauro de Freitas, Seu Balaieiro fez história e vai deixar saudades

Mais conhecido como Balaieiro, o mestre da cultura popular, artesão e repentista, Domingos Ferreira da Cruz, nos deixou nesta terça-feira, 27 de abril de 2021. Com profunda tristeza e honra, o município de Lauro de Freitas se despede desse homem que se tornou um patrimônio da história local. Nos corações e memórias, sua arte deixa um legado de sabedoria, resistência e bondade. A Prefeitura Municipal, em nome de todas e todos os munícipes, emana luz e agradece a sua existência.

Consagrado como um dos principais nomes de Lauro de Freitas, Domingos nasceu no dia 10 de agosto de 1938, na Ilha de Maré, em Salvador-BA. Mas foi na saudosa freguesia Santo Amaro de Ipitanga, quando se mudou logo após completar sua primeira década de vida, que sua história ancorou raízes e deu bons frutos. Seu ofício de entrelaçar balaios não só lhe rendeu o apelido de “Balaieiro”, sustentou sua família e marcou o desenvolvimento dessa cidade em constante ascensão.
Quem muito andou pela rua Romualdo de Brito, nas proximidades da Igreja Matriz, no Centro, sem dúvida lembra do senhor que sempre sentado na porta de casa fez do seu trabalho uma arte. As fibras de Canabrava, ou de outras matérias-primas que ele mesmo colhia na redondeza, dançavam entre seus dedos ao embalo de versos corriqueiros. “Bem ti vi avoou para pegar uma barbuleta. Santo Amaro de Ipitanga passou a Lauro de Freitas”, cantava o grande mestre enquanto um cesto ganhava forma.
Assim, com carisma e talento, Balaieiro atraiu muita gente de fora que vinha à cidade para conhecer o seu potencial criativo do artesanato. Casado com Antônia (in memorian), a moça a quem “botou reparo” lá por volta de 1960, teve 19 filhos, 35 netos, 27 bisnetos e três tataranetos. Hoje, ao se tornar ancestral dos seus descendentes, mais que fortalece a identidade cultural e pertencimento do município.
Ao deixar uma árvore genealógica tão vasta, que facilmente pode ser imaginada na figura do Pé de Oití, como aquele do Centro rico em histórias, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, em nome de seus filhos Rosane, Reginalda, Rosilda, Rosângela, Regivaldo, Renivalda, Reni, Rosalvo e Roselita Santiago. Balaieiro fez sua partida e, com suas mãos e voz, agora faz balaios e repentes em outros céus.

 

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