junho 17, 2019

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Ministros do STF e políticos minimizam atos e dizem que conjuntura segue inalterada

Ministros do STF e políticos minimizam atos e dizem que conjuntura segue inalterada

Tudo como dantes  Ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes da cúpula do Congresso avaliam que os atos promovidos por bolsonaristas neste domingo (26) não foram significativos a ponto de mudar a conjuntura política e deslocar o eixo de pressão do Planalto para as duas instituições que foram alvo dos protestos. A adesão foi descrita como menor do que a esperada e creditada em boa medida à figura do ministro Sergio Moro, que teria “salvado” as manifestações pró-governo.

No pacote O fato de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter se tornado um dos alvos preferenciais dos bolsonaristas nas ruas não surpreendeu aliados dele. A legenda de Maia vinha monitorando ofensas em redes sociais e identificou esforço para fazer do democrata um dos focos de crítica.

Não colou Apesar de ter repetido neste domingo que “quem estivesse nas ruas pelo fechamento do Congresso ou STF estaria na manifestação errada”, ministros da corte dizem que Bolsonaro flerta com fórmulas ambíguas.

Não colou 2 Na avaliação de integrantes do Supremo, mesmo que critique pautas radicais, o presidente estimula que parcela da população se volte contra a corte e o Congresso ao dizer que os protestos são um “recado aos que teimam com velhas práticas”.

Dobrar a aposta Além de exaltar os atos nas redes sociais, Bolsonaro enviou mensagens pelo WhatsApp a ministros enaltecendo as manifestações. Em uma delas, abaixo de foto de uma senhora idosa, escreveu: “Vamos discutir governabilidade como adultos?”.

Dobrar a aposta 2 Aliados do presidente interpretaram a mensagem como um pedido para que o Congresso seja “maduro” como os que foram às ruas defender a reforma da Previdência, pauta que divide bastante o eleitorado.

Vai dar pé Santos Cruz (Secretaria de Governo) tem recebido deputados de siglas de centro e centro-direita, individualmente, para tentar acalmar os ânimos do Congresso.

Confie Nas conversas, o ministro afirma que o governo conhece suas próprias limitações e que vive momento de pressão, mas ressalta que após a aprovação da reforma da Previdência as coisas tendem a se acomodar.

Meu carimbo O PT deve apresentar um pacote de projetos para combater o desemprego, alavancar o consumo e ampliar a arrecadação. Algumas das propostas já foram protocoladas no Congresso por deputados e senadores do partido e serão apenas reempacotadas.

Olho por olho A iniciativa está dentro da nova diretriz da legenda de formular propostas para se contrapor às políticas de Bolsonaro.

Forcinha A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) vai se juntar aos estudantes na próxima quinta (30) em manifestações contra cortes na área.

Volte atrás  Secretários municipais de Saúde vão pedir que o ministro Luiz Henrique Mandetta reveja determinação que vetou a alocação de profissionais do Mais Médicos em capitais e cidades de grande porte. A cobrança será feita em reunião nesta semana.

Volte atrás 2 O governo decidiu que o programa federal só contemplará regiões de alta vulnerabilidade, o que exclui os maiores municípios do país, como São Paulo. Secretários reclamam, porém, que apesar do IDH mais alto nesses locais, é difícil fixar médicos nas periferias, o que deixa parte da população desassistida.

Para ontem Outro pleito dos gestores municipais é a regularização de cerca de 2.000 médicos cubanos que eles calculam que tenham ficado no país e, até este momento, estão impedidos de trabalhar.

Na paz A guerra comercial entre EUA e China, que deprime a economia global, é vista com menos pessimismo por parte do governo brasileiro. Acredita-se que o setor de transportes (portos, ferrovias e rodovias) pode se beneficiar pelo maior apetite de investidores estrangeiros, interessados em aplicar numa área fora da zona de conflito.


TIROTEIO

As manifestações demonstram o recado dado nas urnas: o Brasil quer que o presidente governe, não o Congresso

Do deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), sobre os atos neste domingo e deputados quererem impor uma agenda própria no Parlamento

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