O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta sexta-feira (27) que o governo federal não tem condições financeiras de manter o pagamento do Bolsa Família para todos os brasileiros que conseguem emprego formal.
A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Sociedade, ao esclarecer dúvidas frequentes de beneficiários sobre a permanência no programa após a assinatura da carteira de trabalho.
Segundo o ministro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou uma regra de transição, que permite ao beneficiário continuar recebendo o auxílio por um período mesmo após conseguir emprego.
💬 “A pessoa não sai automaticamente do Bolsa Família. Ela permanece por um tempo recebendo o benefício junto com o salário”, explicou.
A medida tem como objetivo garantir mais segurança às famílias que deixam a situação de vulnerabilidade, evitando que percam o apoio antes de alcançar estabilidade financeira.
⚠️ Limite no orçamento
Rui Costa foi direto ao comentar a possibilidade de ampliar o benefício para todos os trabalhadores de baixa renda:
💬 “Pagar o Bolsa Família para todo mundo que está trabalhando não tem orçamento para isso.”
De acordo com ele, o programa custa cerca de R$ 170 bilhões por ano, enquanto o Benefício de Prestação Continuada consome aproximadamente R$ 130 bilhões.
👉 Somados, os dois chegam a cerca de R$ 300 bilhões anuais, o que limita qualquer expansão mais ampla.
📊 Debate sobre renda mínima
O ministro também revelou que o governo discute, no futuro, um modelo mais abrangente de renda mínima, inspirado em proposta defendida pelo ex-senador Eduardo Suplicy.
A ideia seria criar um sistema em que todos tenham direito a uma renda básica, com complementação para quem ganha menos.
Apesar disso, Rui Costa destacou que o tema ainda está em fase inicial:
💬 “Isso ainda é para estudo, para definir.”
🔎 Regra atual permanece
Por enquanto, o governo mantém o modelo de saída gradual do programa, permitindo que beneficiários continuem recebendo o Bolsa Família por até 12 meses após conseguir emprego formal, sem transformar o benefício em renda permanente para trabalhadores.






