Operação Fogo Amigo II mira lojistas e PMs suspeitos de abastecer facções com armas

 Operação Fogo Amigo II mira lojistas e PMs suspeitos de abastecer facções com armas

A segunda fase da Operação Fogo Amigo foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27), com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em Alagoas e Pernambuco contra integrantes de uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armas e munições para facções que atuam na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Entre os alvos estão lojistas e policiais militares, investigados por participação em um esquema interestadual de comercialização irregular de material bélico. As ações ocorreram nos municípios de Arapiraca e Petrolina (PE), além de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro (AL), envolvendo endereços residenciais e comerciais.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e valores, a suspensão das atividades de duas lojas que atuavam de forma irregular e o afastamento cautelar de quatro policiais militares de suas funções.

A operação é resultado de investigação conjunta do Ministério Público da Bahia (Gaeco Norte) e da Polícia Federal, com apoio da Cipe Caatinga, do Bepi (PE), das Corregedorias da PM da Bahia e Pernambuco e do Exército Brasileiro.

Primeira fase

A etapa inicial da operação ocorreu em 21 de maio de 2024, com foco em desarticular uma rede formada por policiais militares, CACs e empresários envolvidos na venda ilegal de armas e munições. Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, comercialização ilegal de armas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas que podem somar até 35 anos de prisão.

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