Partidos e entidades de esquerda decidem criar frente emergencial de solidariedade à Venezuela

 Partidos e entidades de esquerda decidem criar frente emergencial de solidariedade à Venezuela

Organizações articulam ações nacionais e defendem soberania latino-americana diante da ofensiva dos Estados Unidos

O PT, PSOL, PC do B, PSB, Rede, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outras entidades políticas e sociais de esquerda decidiram criar uma frente emergencial de solidariedade à Venezuela e organizar uma série de ações contra o ataque dos Estados Unidos ao país e em defesa da soberania da América Latina.

A medida foi tomada em reunião virtual realizada neste domingo (4) e que contou com a participação de mais de 300 pessoas, entre elas representantes de partidos de esquerda, centrais sindicais, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outras organizações, que manifestaram preocupação com os recentes acontecimentos na Venezuela, após o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores terem sido capturados em Caracas e mantidos sob custódia em uma prisão em Nova York, nos Estados Unidos.

A frente emergencial será formada por um representante de cada entidade e começará a atuar no dia 14. O objetivo é estimular a articulação política nos estados, por meio de comitês constituídos, para organizar as ações em nível nacional.

Na reunião, as entidades criticaram a “agressão imperialista” e afirmaram que o ataque à Venezuela “é uma ameaça à soberania de toda a América Latina”. Para as entidades, as ações do governo dos Estados Unidos violam princípios fundamentais do direito internacional, como o respeito à soberania territorial dos Estados e a proibição do uso da força.

O presidente do PT Bahia, Tássio Brito, alertou para a gravidade do cenário e para os riscos que esse tipo de ação representa. “O que está em curso é um precedente extremamente perigoso. Uma intervenção dessa natureza fere o direito internacional, ameaça a paz regional e coloca em risco a vida da população civil. A América Latina não pode aceitar qualquer tentativa de tutela externa ou apropriação de seus recursos naturais e estratégicos”, afirmou.

Como parte da mobilização, as organizações pretendem realizar um grande ato nacional nesta quinta-feira (8), aproveitando as mobilizações contra os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, reforçando a defesa da democracia, da soberania dos povos e da integração latino-americana.

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