Perícia descarta estupro de bebê em Vera Cruz, e advogada de pais diz que vai processar médico

 Perícia descarta estupro de bebê em Vera Cruz, e advogada de pais diz que vai processar médico

A advogada Laline Souza, representante da família da recém-nascida morta com supostos sinais de violência sexual, afirmou nesta quarta-feira (3) que abrirá um processo contra o médico que atendeu a bebê na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vera Cruz, em Itaparica. Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia médica legal não reconheceu sinais de violência sexual no laudo de necrópsia.

A criança de dois meses, identificada como Lara Heloisa Pena da Conceição, morreu nesta terça-feira (2) após dar entrada na UPA. A Polícia Civil aguarda o laudo pericial com exames complementares para identificação da causa da morte da garota.

“Durante apurações do fato, a perícia médica legal realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) não identificou nenhum tipo de violência sexual praticada contra a criança, não sustentando informações iniciais do relatório médico da unidade de saúde, onde a bebê foi atendida”, diz a nota.

A advogada afirma que a família sob ameaças de vizinhos e em redes sociais e garante que será aberta uma ação contra o médico que atendeu a menina e emitiu o relatório na UPA. “As próximas medidas que serão adotadas vai ser a representação criminal, a representação civil e representação administrativa contra esse profissional irresponsável que está causando todo esse prejuízo psicológico, moral e o risco também de violação de integridade física desses pais”.

Segundo a advogada, na tarde de terça-feira os pais da menina se dirigiram a Unidade Básica de Saúde (UBS) após perceberem febre na criança. “Na unidade básica ela foi recepcionada por uma enfermeira que avaliou e constatou que havia sinais vitais na criança e pediu para que os pais se dirigissem com urgência a uma UPA, pois lá na Unidade Básica de Saúde não havia médico”, relata Laline.

Quando a família chegou até a UPA, aguardou cerca de 30 minutos até receber a notícia de que a garota já estava sem vida. A Polícia Militar foi acionada e conduziu os pais até a 19ª DT / Itaparica, responsável pela investigação do caso. “A Polícia Militar conduziu os pais até a delegacia de Polícia Civil da Ilha de Itaparica, com o intuito de formalizar um flagrante. Entretanto, com a chegada dos pais, a tomada de depoimento pela delegada que lá estava naquele dia, percebeu-se que a versão deles colocava em dúvida aquele falso relatório médico. Por esse motivo, eles não ficaram detidos”.

A tia da criança, Alessandra Conceição, relatou que a família não esteve presente durante o atendimento na UPA e que não sabem qual foi o procedimento realizado pelo médico. “O médico pegou a minha sobrinha, não deixou hora nenhuma, nem meu irmão, nem minha cunhada entrar na sala, minha cunhada pedindo para entrar porque ela é de menor e tem direito a acompanhante, ‘tu’ tem que saber o que estão fazendo com sua filha”, diz. “Hora nenhuma ele informou o procedimento que ele fez ou o que minha sobrinha tinha que causou a febre”.

Segundo a advogada, o corpo foi liberado na quarta-feira (3) à tarde, mas o sepultamento ainda não ocorreu, pois a família teme o linchamento dos vizinhos. “Os pais estão impossibilitados de fazer essa retirada [do corpo], porque não tem qualquer possibilidade de realizar o sepultamento com segurança. Os pais ainda estão escondidos por conta das ameaças que vêm sofrendo”.

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