dezembro 02, 2021

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PF avança em setor da Petrobras que teria abastecido suposto caixa 2 de Wagner

A prisão do empresário Mariano Ferraz no aeroporto de Guarulhos na última quarta-feira (26) por agentes da Lava Jato representa um avanço da Polícia Federal sobre o setor de compra e venda internacional de combustíveis e derivados na Petrobras, uma área ainda pouco explorada pelas investigações. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta sexta (28), o esquema neste campo pode atingir, além do PT, o PMDB e o PSDB.

O setor de compra e venda internacional de combustíveis e derivados da estatal está submetido à Diretoria de Abastecimento. Em suas delações premiadas, o ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-senador Delcídio Amaral relataram que essa área era um “terreno fértil para ilicitudes”, pois os preços poderiam variar artificialmente gerando uma “margem para propina”. Segundo o ex-diretor, apesar de não ser uma área de “muita influência” do PT na estatal, as propinas nos negócios de trading teriam abastecido o suposto caixa 2 da campanha de Jaques Wagner (PT) ao governo da Bahia, em 2006.

Ele relatou também que Rogério Manso, diretor de Abastecimento antes de Paulo Roberto Costa, seria um nome “do PSDB” indicado ao cargo, antes do governo Lula, pelo ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e que teria operado esse “esquema de trading” até 2004, com a chegada de Paulo Roberto Costa à diretoria.

Ainda assim, segundo o delator, Manso teria continuado a atuar na área de trading até 2007 e teria sido o responsável, segundo Cerveró, por coordenar “informalmente” a captação do dinheiro do suposto caixa 2 de Wagner, em 2006.

Segundo o diário paulista, o ex-governador da Bahia não foi localizado para falar sobre os avanços das investigações.

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