dezembro 18, 2018

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PGR investiga se Renan Calheiros recebeu propina no exterior

PGR investiga se Renan Calheiros recebeu propina no exterior

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para saber se ele recebeu propina no exterior através do lobista Jorge Luz, referente a um negócio da Petrobras na Argentina.

É a primeira vez que uma frente de investigação da Lava Jato relaciona Renan ao recebimento de vantagem indevida também no exterior. Relatos indicam que Renan foi beneficiado por desvios na Petrobrás através de doações legais ou de dinheiro em espécie. O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são investigados no mesmo caso.

 O inquérito corre em segredo de justiça, mas o jornal Folha de S. Paulo teve acesso às informações. No inquérito, segundo o jornal, a PGR escreve: “O repasse de vantagem pecuniária indevida a Renan Calheiros, Jader Barbalho e Aníbal Gomes, por meio de valores em espécie no Brasil ou transferências para contas bancárias no exterior, pode configurar os crimes de corrupção passiva qualificado e de lavagem”. Quem assina o despacho é a vice-procuradora-geral da República, Elo Wiecko.

Esta investigação tem por base a delação premiada do lobista Fernando Baiano, onde ele afirma ter vendido sua participação acionária na empresa argentina Transener através do pagamento de propina pelo lobista Jorge Luz.

O relato indica que houve pagamento para que a Petrobrás vendesse as ações a empresários argentinos porque a transação já estaria acertada com americanos.  Em 2007, a Petrobras fechou a venda com a argentina Electroingenería, por US$ 54 milhões.

Baiano afirmou em sua delação que os valores da operação seriam destinados a Jader Barbalho e a Renan Calheiros. Ele disse também que Jorge Luz fez pagamento ao “pessoal do PMDB” no Brasil justamente pelo fato de serem responsáveis naquela época por manter Nestor  Cerveró na diretoria da área internacional da Petrobras.

Teriam participado da operação o então ministro argentino Julio de Vido e o ex-ministro argentino Roberto Dromi, segundo o delator.

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