junho 12, 2021

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PR anuncia expulsão de Clarissa Garotinho por infidelidade partidária

O PR anunciou nesta segunda-feira (21) a expulsão da deputada federal Clarissa Garotinho (RJ) sob o argumento de que ela descumpriu decisão da legenda ao votar contra a proposta que congela os gastos federais pelos próximos 20 anos.  

Outros dois deputados do partido também não seguiram essa determinação, mas receberam apenas suspensão da filiação partidária -Silas Freire (PI), por 9 meses, e Zenaide Maia (RN), por 12 meses. 

 

De acordo com nota divulgada pelo partido, “a punição da deputada Clarissa Garotinho não ficou restrita à suspensão por agravantes que levaram seu caso a uma esfera além do flagrante de desobediência” à votação a favor da PEC do Teto. 

 

Entre outros pontos, o partido aponta como razão críticas da deputada ao colega Vinícius Gurgel (AP), responsável por apresentar a representação interna contra a deputada. 

 

Clarissa lembrou reportagem da Folha de S.Paulo de março que mostrou que uma assinatura falsa do deputado foi usada na tentativa de livrar o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do processo de cassação. 

 

Na época, Gurgel negou a falsificação e disse que a discrepância se deu porque ele fez a assinatura sob o efeito de álcool. Clarissa afirmou que isso é que era motivo de expulsão. 

 

O partido negou ainda que o processo contra a deputada tenha sido influenciado pela prisão do pai dela, o ex-governador Anthony Garotinho. 

 

Em nota, Clarissa afirmou estranhar a diferença de tratamento em relação aos outros parlamentares do partido que também votaram contra a PEC do teto e disse já ter recebido convites de outras legendas. 

 

“Reafirmo meu posicionamento contra a PEC, que diminui investimentos em saúde e educação, bem como impede aumentos salarias dos servidores públicos e o aumento real do salário mínimo”, disse a deputada. 

 

Clarissa afirmou ainda ter certeza de que nunca envergonhou o PR, diferentemente de Gurgel -“Acusado de permitir a fraude de sua assinatura no Conselho de Ética da Câmara para beneficiar Cunha e logo depois ter alegado que a letra estava diferente porque assinou o documento bêbado”. 

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