“Quem aposta em racha vai queimar a língua”, diz Jaques Wagner sobre a chapa governista na Bahia

 “Quem aposta em racha vai queimar a língua”, diz Jaques Wagner sobre a chapa governista na Bahia

Durante agenda política em Salvador neste domingo (11), o senador Jaques Wagner afirmou que o grupo político que governa a Bahia desde 2007 segue unido e que não há espaço para divisões internas na montagem da chapa para as próximas eleições. Em tom confiante, Wagner garantiu que as articulações estão avançadas e que o objetivo é construir uma composição forte, capaz de manter a influência da Bahia no cenário nacional.

Segundo o senador, a definição da chapa envolve múltiplos cargos, incluindo o de governador, duas vagas ao Senado e as posições de suplentes, o que naturalmente gera disputa entre bons nomes. “É óbvio que tem um aperto, três bons nomes para duas vagas, então a gente vai resolver”, afirmou. Para ele, o mais importante é que a Bahia eleja dois senadores com força política para defender os interesses do estado e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.

Wagner destacou que o grupo político que começou em 2007 construiu um ambiente de crescimento coletivo. “Esse grupo é fértil. Quem entra aqui dentro cresce. Quem planta aqui dentro colhe”, disse, reforçando que a trajetória conjunta fortaleceu todas as lideranças envolvidas. Para o senador, esse histórico é o maior argumento contra qualquer tentativa de divisão.

O parlamentar também ressaltou que a composição da chapa deve ser vista como um ativo político poderoso. Segundo ele, uma formação que reúna dois ex-governadores e o atual governador Jerônimo Rodrigues representa uma força eleitoral expressiva, com capilaridade em toda a Bahia. “É uma chapa de muito peso político, que circula a Bahia inteira”, avaliou.

Por fim, Jaques Wagner afirmou que o diálogo está aberto com todas as principais lideranças da base, citando Otto Alencar, Coronel e Diego Coronel como parte das conversas. Ele reiterou que o grupo está há muito tempo negociando e construindo consensos. “Quem está apostando em cisão vai queimar a língua”, concluiu, afastando qualquer possibilidade de ruptura dentro da base governista.

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