Ricardo Alban destaca papel estratégico da relação Brasil-Alemanha diante de novo cenário geopolítico: “É hora de evoluir com ações concretas”

 Ricardo Alban destaca papel estratégico da relação Brasil-Alemanha diante de novo cenário geopolítico: “É hora de evoluir com ações concretas”

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, destacou nesta segunda-feira (16) a importância do fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Alemanha diante das transformações geopolíticas globais. A declaração foi feita durante a abertura do 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado em Salvador, com a presença de autoridades políticas, lideranças empresariais e representantes de ambos os países.

Alban afirmou que esta edição do EEBA ganha relevância especial por ocorrer em um momento de mudanças significativas no cenário internacional. “O que diferencia este encontro dos anteriores é a geopolítica. O mundo está revisitando suas relações comerciais, bilaterais e multilaterais em razão de novas diretrizes, especialmente vindas dos Estados Unidos. Isso exige do Brasil e da Alemanha ações concretas para avançarmos juntos”, declarou.

O presidente da CNI ressaltou que a relação econômica entre Brasil e Alemanha é marcada por complementariedade produtiva, especialmente no comércio de bens manufaturados e produtos de alto valor agregado. “É uma relação ganha-ganha, com agregação de valor para ambos os lados. E essa sinergia precisa ser aprofundada com novos acordos e investimentos.”

Entre os temas centrais apontados por Alban estão o avanço no acordo entre Mercosul e União Europeia, a necessidade de enfrentar a dupla tributação com a Alemanha, e as oportunidades em setores estratégicos como energia verde, data centers, terras raras e indústrias eletrointensivas. “O Brasil tem hoje a segunda maior reserva de terras raras do mundo e energia sobrando. Precisamos transformar isso em desenvolvimento industrial e tecnológico por meio de parcerias com países como a Alemanha”, afirmou.

Alban também destacou que o atual modelo de globalização, centrado na busca por mão de obra barata, está sendo substituído por um novo paradigma de complementariedade e agregação de valor. “Estamos vivendo uma mudança de rota. Agora, o foco deve ser a cooperação entre países estratégicos, com investimentos que promovam inovação e sustentabilidade.”

Por fim, ele defendeu um papel mais ativo do setor privado na aceleração dessas parcerias. “A CNI e a BDI podem e devem ser protagonistas nesse processo, articulando soluções rápidas, eficientes e com entregas concretas. O momento exige ousadia e coordenação entre governos e iniciativa privada para que Brasil e Alemanha caminhem juntos rumo a um novo ciclo de prosperidade compartilhada”, concluiu.

O EEBA segue até esta terça-feira (17), com painéis sobre transição energética, descarbonização, economia circular e rodadas de negócios.

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