Roda de conversa debate sobre a importância e as ações de inclusão para o público trans em Lauro de Freitas

 Roda de conversa debate sobre a importância e as ações de inclusão para o público trans em Lauro de Freitas

“Ter pessoas trans inseridas e ocupando esses espaços é de extrema importância”. A declaração de Giovana Ferreira, assessora das Pessoas Trans da Secretaria Municipal de Políticas Afirmativas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial (SEPADHIR) e secretária do Comitê LGBT, reflete a importância em dar atenção sobre uma pauta existente: a Visibilidade Trans, cujo dia foi comemorado na última segunda-feira (29). 

As ações, que começaram na última sexta-feira (26) e teve continuidade nesta terça (30), foram promovidas pelo Departamento LGBT da SEPADHIR. Nesta manhã, na sede da secretaria, aproximadamente 20 pessoas participaram da roda de conversa, que abordou o tema “A promoção à saúde da população Trans”. A programação se encerra nesta quarta-feira (31). Às 16h, uma live será transmitida ao vivo pelo Instagram da SEPADHIR, onde os temas abordados serão a “Saúde Integral da População Trans” e o “Momento de acolhimento, apresentação e explanação das convidadas”. 

Ferreira seguiu e dissertou sobre a oportunidade que ganhou para fazer parte do Departamento LGBT. “Sou a primeira mulher trans a integrar a equipe do departamento. Fui contemplada com o convite e estou muito feliz por fazer parte da secretaria. Para mim é um momento de alegria, onde muitas também precisam estar. Trago uma trajetória que não é de agora, então é um momento histórico”, completou a assessora.

A secretária da SEPADHIR, Deize Marize, presente no evento, verbalizou acerca do olhar para o público trans. “Nos reunimos de maneira especial para tratarmos da importância da visibilidade Trans. Com diálogo, compreensão e celebração, é fundamental a igualdade e respeito, pois só assim iremos construir uma sociedade mais inclusiva. Cada história compartilhada é uma oportunidade para aprender e crescer. É preciso reconhecer a coragem das pessoas trans, que enfrentam desafios com muita resiliência e determinação. Esse momento aqui é uma troca genuína, expressa empatia e criamos um ambiente para que todos se sintam respeitados, aceitos e amados”, declarou a Marize.

Para a coordenadora do Departamento LGBT, Erica Capinan, o Dia Nacional da Visibilidade não pode ficar só no dia 29 de janeiro. Ela discorreu sobre a data. “Pensar essa data, que comemora duas décadas, é pensar a luta pela vida, pelo direito de existir. Essa roda de conversa vem mais na expectativa de acolhimento, de autocuidado, do bem viver, da saúde mental, já que em janeiro também comemoramos o ‘Janeiro Branco’. Pensar a vida sobre as mulheres e homens trans, é sobretudo pensar na dignidade, no acesso ao trabalho, na geração de emprego e renda e temos esse desafio”, explicou a coordenadora.

Representando o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Maisa Magalhães, integrante da promotoria LGBT do órgão, explicou o papel do MP-BA com o público LGBT. “Para mim é uma escola pela vivência com esse público. Toda pessoa tem direitos garantidos junto à Constituição Federal. Rótulos negativos violam direitos sociais e políticos econômicos. Esse público é vítima de discriminação e preconceito. O papel do MP é assessorar e mediar o direito. Reconhecemos que trata-se de um público vulnerável, sem respaldo político e social. Temos um olhar humanizado e sensibilizado com o outro e por essa razão, pode contar comigo. O MP está à disposição”, frisou.   

Convidada, Juliana Gesteira, mulher trans e enfermeira, entende que o rótulo sobre a sexualidade é indiferente. “Existem alguns questionamentos como, “você é travesti?”, “trans?”, e isso incomoda, porque não interessa. Eu sou mulher! Infelizmente existem olhares diferentes, sabemos, mas precisamos seguir. Podemos mudar muita coisa, como estamos conseguindo mudar. Não há nada mais valioso  e importante nessa luta do que o respeito”, ponderou.

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