agosto 03, 2021

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SAMU Lauro de Freitas registra aumento de 20% nos atendimentos nos primeiros meses de 2021

SAMU Lauro de Freitas registra aumento de 20% nos atendimentos nos primeiros meses de 2021

Medidas restritivas, sistema de saúde referenciado para pacientes com covid-19 atuando no limite da capacidade, UPAs lotadas e cerca de dez regulações diárias de pacientes do município para unidades de suporte avançado. Diante desse cenário de sobrecarga o Serviço Móvel de Urgência (Samu) de Lauro de Freitas registrou nos primeiros dois meses de 2021 um aumento de 20% nos atendimentos em relação ao mesmo período do ano passado.
A coordenadora do Samu, Amanda Dantas explica que ao mesmo tempo que as chamadas para pacientes apresentando sintomas da covid-19 subiram, o balanço registrou redução de 30% nas chamadas relacionadas a causas externas como acidentes, agressões ou doenças crônicas ou afogamentos no comparativo entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021. Ela acredita que um dos fatores para a diminuição destes atendimentos seja o isolamento social. “As pessoas estão ficando mais reclusas, são menos viagens ou festas o que acarretou nesta estatística”, contou.

Em contraponto, a estatística apresentou crescimento nas chamadas relacionadas a quadros clínicos. O comparativo revelou ascensão dos relatos de pacientes com queixas de falta de ar, febre e dispneias, sintomas característicos da covid-19. “Com a escalada dos atendimentos foi necessária a ampliação da frota de ambulâncias. Hoje contamos com uma unidade avançada, uma unidade básica, motolância, uma unidade básica extra e uma ambulância avançada para transferências intra-hospitalares para atender o aumento das ocorrências”, informou.

O tempo médio para regular pacientes do Samu para unidades de saúde referenciadas antes da pandemia era de uma hora, a média de espera agora está em torno de quatro a seis horas. “A demanda aumentou muito por conta da elevação do número de pessoas infectadas pelo vírus que agora está mais forte com variantes”, destacou.

Profissionais sobrecarregados

Com aumento da demanda, há também uma sobrecarga dos profissionais, o desgaste é físico e emocional. Atualmente a unidade conta com 60 colaboradores que formam uma equipe multidisciplinar composta por intervencionistas capacitados como intensivistas e emergencistas, além da equipe administrativa e assistenciais. “Muitos dos colaboradores foram acometidos pela covid-19 e nestes períodos temos que fazer ajustes de escalas, em busca de mantermos a plena efetividade do serviço no atendimento à população, com isso a carga horária muitas vezes é dobrada. Estamos vivendo isso há quase um ano”, completa Amanda.

Perfil dos pacientes chama atenção

A técnica de enfermagem Carla Souza, relata que o perfil dos pacientes está mudando, com chamadas para atendimentos a pessoas cada vez mais jovens. “Um caso que chamou muito a minha atenção foi a ocorrência realizada em um paciente jovem sem comorbidades, encontrado em casa, diagnosticado com covid-19 há cinco dias, com sinais de insuficiência respiratória aguda, com febre de mais de 40º. Rapidamente o médico precisou realizar a intubação orotraqueal (IOT) e encaminhá-lo para UTI. Fiquei impressionada com as condições que ele se encontrava por ser tão jovem”, contou.

Ambulâncias à postos

As ambulâncias do Samu ficam localizadas estrategicamente de modo a otimizar o tempo resposta entre os chamados da população e o encaminhamento para unidades de saúde de acordo com a gravidade da ocorrência. A cada retorno das chamadas as ambulâncias são desinfectadas. Os veículos são higienizados com produtos como hipoclorito de sódio em alta concentração, álcool 70%, ozônio, quaternário de amônio e sabão, o mesmo ocorre com a sede da unidade uma vez ao dia.

Amanda esclarece que o atendimento do SAMU começa a partir do chamado telefônico 192, quando são realizadas as primeiras orientações. A ligação é gratuita, e pode ser feita de telefone fixo ou móvel. “É necessário que a população responda corretamente aos questionamentos dos atendentes, porque para socorrer os casos suspeitos da Covid-19 precisamos estar devidamente paramentados, o que garante a proteção do profissional e da população”, alertou.

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