novembro 27, 2020

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Seminário debate o significado da África no Brasil

Seminário debate o significado da África no Brasil
Professores, universitários, produtores culturais e artistas participam, até sexta-feira (09/11), do Seminário ‘O Significado da África no Brasil: Diálogos entre educação, cultura e luta por direitos’, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador. Realizado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado, o evento, que teve abertura na tarde desta terça-feira (06/11), segue com uma programação com mesas redondas e oficinas, com temas como ‘Falar de África no Brasil’, ‘Ecoar Vivências Diaspóricas’ e ‘Ensinar e aprender cultura africana e afro-africana’, além de apresentações artísticas.
 
O subsecretário da Educação do Estado, Nildon Pitombo, falou sobre a importância do evento para a disseminação da cultura afro descendente no ensino pedagógico. “Esse encontro possui três grandes significados. Primeiro divulgar a importância da UNILAB. No segundo momento, dizer que esta universidade tem uma grande tarefa de informar à população sobre o significado da África para o país, do ponto de vista cultural, político e histórico. E o terceiro ponto é o que faz a própria universidade na sua perspectiva interna e do ponto de vista acadêmico, para que a importância histórica, política, sociológica e cultural se reverbere em programas de formação, tanto para estudante de países lusófonos, como para estudantes e professores brasileiros”, disse.
 
Cristiane Santos, professora da UNILAB e responsável pela organização do evento, falou do objetivo do seminário. “Queremos criar um diálogo entre a universidade e outros vários setores da sociedade que tenham interessa na produção do conhecimento. Então a partir da Lei 10.639/2003, a gente tem investido fortemente para trazer e criar espaços para discutir a riqueza da produção cultural e artística no contexto africano e na realidade brasileira, em particular com a influência afrodescendente. Por isso a parceria com a Secretaria da Educação foi pensando em criar uma ponte de aproximação entre a universidade e os professores da rede pública do estado”, ressaltou.
 
A professora de Linguagens, Simone Passos, do Colégio Estadual Brasileiro Viegas, em Alagoinhas, destacou a importância do tema provocado pela universidade. “A universidade tem que está de fato aonde à educação acontece, por isso essas iniciativas são imprescindíveis, por que o racismo está inserido de forma estrutural na nossa sociedade. Trabalho com os alunos quilombolas em que desenvolvo um projeto que resgata alguns aspectos da cultura e é necessário termos essa valorização”, disse. 
 
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