maio 07, 2021

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Síndrome pós-coronavírus: mesmo quem teve sintomas leves pode desenvolver sequelas

Síndrome pós-coronavírus: mesmo quem teve sintomas leves pode desenvolver sequelas

Infectologistas apontam que se recuperar da Covid-19 não significa que o paciente tenha sua saúde totalmente restabelecida, até mesmo quem teve o quadro leve da doença ou não apresentou sintomas pode ter sequelas.

Fraqueza muscular, indisposição, fadiga, dificuldades respiratórias, perda do olfato e paladar, taquicardia, dores no peito e nas articulações são alguns dos sintomas mais comuns que podem persistir durante meses.

“Após a doença, a pessoa vai precisar passar por uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeuta, psicólogo, entre outros profissionais que vão poder avaliar os sintomas e indicar qual o melhor tratamento. Há sequelas causadas pela Covid que ainda não conhecemos e serão relatadas com o advento da doença”, afirma o médico infectologista Igor Brandão.

Ainda de acordo com o especialista, os sintomas são muitos e os recursos terapêuticos devem ser individualizados para cada paciente. Entre as formas de tratamento mais recorrentes, ele aponta a fisioterapia motora, a respiratória e a olfativa. “Também pode ser necessária a utilização de medicação, pois os pacientes podem desenvolver doenças como diabetes ou pressão alta devido ao uso de corticoides durante o tratamento para a Covid-19”, explica o médico.

De acordo com relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), após seis meses do início da doença, a maioria dos pacientes teve, pelo menos, um sintoma, em grande parte fadiga ou fraqueza muscular, dificuldades para dormir e ansiedade ou depressão. Além disso, pacientes que apresentaram casos graves tinham maior risco de doenças pulmonares, fadiga ou fraqueza muscular e ansiedade ou depressão.

Síndrome Pós-Covid x Reinfecção

Embora estejamos convivendo com a doença há quase um ano, muitas ainda são as dúvidas em torno dela, como, por exemplo, os casos de reinfecção. De acordo com o médico, eles não devem ser confundidos com as sequelas, que também estão sendo chamadas de Síndrome Pós-Covid. “A Síndrome são os sintomas que acometem as pessoas mesmo depois do período do quadro da doença. Já o diagnóstico da reinfecção não é tão simples. É preciso haver, pelo menos, três meses de diferença entre os quadros e fazer uma comparação entre as amostras coletadas para analisar o genoma do vírus e saber se teve alguma alteração. Nesse caso, pode ser uma reinfecção”, explica Igor.

Tratamentos complementares

Segundo o médico infectologista, além dos sintomas, alguns pacientes com Covid-19 podem apresentar também quadros de ansiedade e medo intenso. Por isso, além do tratamento alopático para os sintomas, o uso de fitoterápicos e Florais de Bach podem ajudar a lidar com esses fatores psicológicos. Eles também podem ser aliados na recuperação da Síndrome Pós-Covid.

Veja abaixo alguns exemplos:

Relora – Fitoterápico que ajuda a controlar a ansiedade e o estresse, normatiza os níveis de cortisol no organismo, melhora a fadiga e ajuda no sono.

Melatonina – Hormônio indutor do sono, tem função anti-inflamatória, antioxidante e imunomodulatória, ou seja, ajuda a fortalecer a imunidade.

Imuno TF – Polipetídeo conjugado, voltado exclusivamente para o fortalecimento do sistema imunológico. Ativa os mecanismos de defesa do corpo e auxilia a ter uma memória imunológica.

Já Rosana Amorim, farmacêutica da Singular Pharma e especialista em Florais de Bach, explica que alguns florais podem ajudar os pacientes a lidar com as suas emoções: Mimulus (vai auxiliar na coragem), Rock-Rose (vai ajudar a ter calma e clareza mental), Red Chestnut (auxilia a manter a tranquilidade) e o Rescue (para situações estressantes, ele ajuda a restabelecer o equilíbrio mental e emocional).

Ela alerta que o tratamento vai variar conforme os sintomas apresentados pelos pacientes. “Ainda estamos aprendendo a lidar com a Covid-19 e com os seus efeitos posteriores. É fundamental que o tratamento seja feito com orientação médica”, diz Rosana.

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