O secretário da Fazenda da Bahia, Manoel Vitório, apresentou nesta terça-feira (17), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um balanço da situação fiscal do estado e rebateu críticas da oposição sobre os pedidos de empréstimos feitos pelo governo.
Durante a entrevista à imprensa, Vitório destacou que, dos mais de R$ 20 bilhões investidos pela gestão do governador Jerônimo Rodrigues, apenas cerca de R$ 5 bilhões vieram de operações de crédito.
“Isso mostra a nossa capacidade e a nossa musculatura para continuar investindo. A Bahia segue como vice-líder em investimentos no país, o que é uma conquista importante”, afirmou.
O secretário também ressaltou que o estado mantém uma baixa capacidade de endividamento, comparado a outras unidades da federação.
“Somos um estado muito pouco endividado, um dos menores do país. Enquanto estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul devem mais de R$ 100 bilhões, a Bahia tem uma dívida em torno de R$ 5 bilhões”, explicou.
Segundo Vitório, esse equilíbrio fiscal permite ao estado continuar realizando investimentos estratégicos, principalmente em infraestrutura, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de empregos.
O secretário ainda chamou atenção para os impactos da reforma tributária, que deve começar a ser implementada de forma mais acelerada a partir de 2027.
De acordo com ele, o fim da chamada “guerra fiscal” entre os estados reduzirá os instrumentos de incentivo para atração de empresas, tornando os investimentos públicos ainda mais essenciais.
“Com a reforma, perdemos instrumentos de incentivo. Por isso, investir em infraestrutura se torna ainda mais importante para atrair empreendimentos e gerar oportunidades para o povo baiano”, destacou.
Por fim, Manoel Vitório reforçou que o governo segue atuando com responsabilidade fiscal. “Estamos fazendo tudo com tranquilidade e responsabilidade, mantendo o equilíbrio para continuar investindo e melhorando a vida da população”, concluiu.






