Suspeito por morte de homem achado em isopor na Barra é preso

 Suspeito por morte de homem achado em isopor na Barra é preso

Um homem suspeito de envolvimento na morte de Uziel Silva da Hora, de 39 anos, cujo corpo foi encontrado em um isopor no Porto da Barra, foi preso na manhã desta segunda-feira (31), no mesmo bairro.

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o crime tem relação com tráfico de drogas. “Apuramos que a vítima, moradora do Calabar, foi morta dentro de uma residência na Barra e o corpo foi colocado na lixeira, no Porto”, diz a titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), delegada Zaira Pimentel.

O suspeito está sendo ouvido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou a polícia.

“Equipes estão em campo para identificar e localizar outros envolvidos na morte de Uziel, que já tinha passagens por furto, roubo e receptação”, acrescentou a delegada.

Crime

O homem foi assassinado em uma residência localizada em uma travessa da Barra, que não teve o nome divulgado pela delegada, para evitar situações de vandalismo, por exemplo. O corpo descartado entre o Forte de Santa Maria e o Farol da Barra, na calçada de pedestres, perto de um quiosque de água de coco, com sinais de violência e marcas de disparos de arma de fogo. “A vítima foi morta em um local, e o corpo foi descartado em outro”, informou a delegada.

O fato do homicídio ter acontecido em uma local diferente do descarte do corpo é apontado como uma forma de dificultar a elucidação do caso, segundo a delegada. “O crime é dinâmico. E, sobretudo, o homicídio é um crime complexo. Matam em um lugar e descartam em outro, justamente para que fique mais difícil a elucidação”.

A delegada afirmou que 89% dos casos de homicídios em Salvador têm relação, direta ou indireta, com o tráfico de drogas. “Não tenho como pontuar se esse caso possui relação com o tráfico, porque a investigação ainda está muito ‘verde”. Questionada sobre as facções que disputam território na região do Porto da Barra, a delegada preferiu não citar denominações, para que esses grupos não sejam “prestigiados”.

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