Últimas garrafas de álcool 70% são vendidas em supermercados e feiras

 Últimas garrafas de álcool 70% são vendidas em supermercados e feiras

Quem vai ao mercado em busca de garrafas da versão líquida do álcool 70% já percebe a escassez do produto nas prateleiras. Com a proibição da venda do produto em estabelecimentos comerciais a partir do próximo dia 30 de abril, após uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as últimas unidades do insumo são vendidas nos mercados.

Com a iminente escassez do álcool 70%, os comerciantes aproveitam para vender as últimas embalagens disponíveis. Em um supermercado na região da Calçada é possível comprar uma garrafa de 500mL por R$ 6,92. Um repositor, que pediu para não ser identificado, conta que devido a proibição, o estabelecimento deixou de receber novos estoques.

“Já tem umas duas semanas que não entregam aqui. Essas garrafas são as últimas e quando acabar só vamos vender o álcool 54% ou o álcool 70% em gel. Como o estoque está baixo, o mercado não fez nenhuma promoção para vender o resto”, afirmou.

Em outro mercado da vizinhança, já não era possível encontrar garrafas de álcool 70% nas estantes. As prateleiras foram ocupadas pela versão em gel ou pelo álcool 54% que custam entre R$ 6,69 e R$ 9,29. “Acabou tem pouco tempo. O mercado fez uma promoção para encerrar o estoque e esgotou rápido”, contou uma funcionária que não quis se identificar.

A autônoma Maria José Santos, 61 anos, foi até a região para fazer as compras do mês e queria aproveitar para comprar o álcool 70% líquido, mas não encontrou nas prateleiras. “É o que eu mais uso, mas está difícil de encontrar. Eu comprei quatro garrafas na semana passada em um mercadinho na Lapinha e aproveitei que vinha aqui para tentar repor o estoque, mas não encontrei nenhum”, disse.

Na Feira de São Joaquim, ainda é possível encontrar uma garrafa de um litro do item em preços que variam entre R$ 8 e R$ 10 nas barracas. A dona de uma loja de artigos religiosos conta que o produto era muito procurado por colegas para evitar a proliferação de vírus e bactérias no local.

“Quem compra mais é o pessoal da feira para higienizar superfícies ou limpar a mão. Aqui a preferência é maior pelo álcool 92,8%, mas depois da pandemia a gente continua usando para se prevenir de doenças”, explicou.

Com poucas garrafas disponíveis no estoque, os comerciantes começam a planejar a substituição do produto. “Esse é o álcool que mais vende, mas eu só tenho seis garrafas aqui na barraca. Apesar da procura ter sido maior na pandemia, o pessoal ainda comprava bastante. Eu não sei precisar o quanto vai impactar nas vendas, mas espero que não mude muita coisa”, relatou um funcionário, que pediu para não ser identificado.

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