dezembro 17, 2018

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Governo estuda reforma econômica para enviar à Assembleia Legislativa

Governo estuda reforma econômica para enviar à Assembleia Legislativa

O governo estadual avalia um conjunto de medidas para equilibrar as contas públicas que devem ser enviadas à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na próxima semana. Em entrevista à imprensa, o governador Rui Costa já afirmou que não tem previsão para suplementar o Tribunal de Justiça (TJ-BA) e a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), por conta da situação financeira. Por outro lado, o secretário de Comunicação, André Curvello, já negou o boato de parcelamento dos salários dos servidores.

O líder do governo na Casa, Zé Neto (PT), argumenta que o conjunto de reformulações deve ser de medidas que já são utilizadas em outros estados. Uma deles é o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, que pode aumentar para 14%, conforme o governo estuda. “O governo está usando expediente que está sendo usado em todos os estados brasileiros. Uma parte dele já tem contribuição de 14% e o governador está estudando essa situação”, afirmou.

“Nós temos um momento dificílimo no âmbito nacional em vários estados. Dezenove estados não vão conseguir pagar 13º salário nesse ano. Nós temos situação drástica do ponto de vista da previdência. A previdência saiu em 11 anos da casa dos R$ 360 milhões para mais de R$ 4 bilhões. Isso afeta diretamente as contas públicas”, justificou.

Segundo o líder, o governo avalia ação conjunta que deve incluir, além da reformulação no âmbito da previdência, corte de despesas, reforma administrativa e otimização de taxas. Medidas semelhantes foram adotadas no final do governo Jaques Wagner, antes de Rui Costa assumir, com redução de empresas, secretarias, diminuição de horas extras e diárias.

“Tudo isso faz parte de um conjunto de medidas para a gente enfrentar essa grande missão. A crise é grande. Nós enfrentamos crise difícil no começo do governo Rui e foi realmente muito difícil. A gente conseguiu ultrapassar graças àquela primeira reforma administrativa no final do governo Wagner. Mas aquela reforma já exauriu”, considera.

Apesar da contenção de despesas, o líder da maioria ainda avalia que a situação da Bahia é melhor do que a de outros estados do País. “A situação do estado ainda é, nacionalmente, um dos estados que consegue fazer o dever de casa. Tem vários estados que tem contas reprovadas, com dificuldades crônicas”, defendeu.

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