O percentual de baianos que defendem uma mudança total na forma como o Estado é governado cresceu na nova rodada da pesquisa Quaest. Em agosto, 38% dos entrevistados afirmaram que desejam “mudar totalmente” o governo, cinco pontos percentuais acima dos 33% registrados em julho.
O movimento chama atenção também quando observado desde abril. Naquele levantamento, 34% defendiam uma mudança total. O índice oscilou para 33% em julho e agora avançou para 38%, atingindo o maior patamar entre as três rodadas apresentadas. Isso representa que o aumento foi acima, portanto, da margem de erro da pesquisa, de 3 pontos percentuais.
Já a parcela que prefere a continuidade do governo Jerônimo Rodrigues (PT) chegou ao seu patamar mais baixo. Eram 22% em abril, 21% em julho e agora são 20%. Com isso, 76% dos entrevistados defendem algum grau de mudança no governo estadual, sendo 38% favoráveis a mudanças pontuais e outros 38% a uma mudança total.
O cenário favorece o candidato a governador ACM Neto (União Brasil), que segue liderança a pesquisa a chegou a 40% dos votos, contra 37% de Jerônimo.
A Quaest ouviu 900 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BA-06206/2026.
Rejeição e potencial de voto
O crescimento do desejo por uma mudança total ocorre ao mesmo tempo em que aumentou a avaliação negativa do governo Jerônimo, que oscilou de 23% em julho para 25% em agosto.
A Quaest também mediu o potencial de voto dos principais candidatos ao governo. ACM Neto aparece com 54% entre os entrevistados que dizem conhecê-lo e que votariam nele. Jerônimo registra 47%. No indicador de rejeição, Jerônimo continua com percentual superior ao do ex-prefeito de Salvador. Em agosto, 40% afirmam conhecer o governador e não votar nele, enquanto 32% dizem o mesmo sobre ACM Neto.
A rejeição de Jerônimo permaneceu em 40% na comparação com julho. O governador é o candidato mais rejeitado. Já a de Neto passou de 33% em julho para 32% em agosto.






