O Brasil deverá passar por uma segunda onda em relação ao coronavírus, segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a pesquisa, esse segundo momento será marcado pela concentração da contaminação por grande parte do litoral brasileiro, atingindo o litoral baiano. Os estudiosos ressaltam ainda que, sem medidas de distanciamento social, a contaminação será ainda mais rápida nessa parcela do país.
Nessa segunda onda do vírus, é enfatizada a necessidade de restringir as viagens intermunicipais e a circulação de pessoas na rua. De acordo com a pesquisa, caso essas medidas não sejam tomadas, os primeiros casos em um municípios começam a aparecer cerca de 5 a 20 dias depois da doença se instalar na capital.
A previsão resulta de uma nova rodada de projeções sobre a disseminação do Covid-19, apresentada na última quarta-feira (25).
Como medida de contenção, o governador Rui Costa suspendeu, desde o dia 19 de março, as aulas nas unidades de ensino, públicas e particulares, que deverão ser compensadas nos dias reservados para os recessos futuros. Eventos com mais de 50 pessoas também estão suspensos em todos os municípios baianos. Entre eles, eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, circos, eventos científicos, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica.
Zoológicos, museus e teatros também estão com as atividades suspensas. Os jogos de campeonato de futebol devem ocorrer sem a participação de público ou torcida. O transporte intermunicipal está restrito. Bares e restaurantes podem funcionar por delivery, drive-thru ou entrega na porta.
Na primeira projeção feita pelo grupo, coordenado pelo físico Marcelo Ferreira da Costa Gomes, especialista em modelos de propagação de doenças, o coronavírus ainda se concentrava em São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, os pesquisadores já previam a chegada do Covid-19 em outras capitais, como Salvador.






