Ex-ministro de Lula e atual pré-candidato ao Senado pela Bahia defendeu a transformação da saúde na Bahia e apontou a expansão dos atendimentos especializados no interior a partir das gestões petistas
O ex-ministro Rui Costa destacou a forma de seu grupo político governar e apresentar resultados reais na vida das pessoas durante entrevista a jornalistas na caminhada do Dois de Julho, em Salvador. “A gente investe nas cidades pelo interesse da população. Essa é uma diferença entre nós e eles [oposição]. Quando eu fui governador, nem o dinheiro para a UTI eles queriam pagar [na gestão do ex-presidente Bolsonaro]. Todos os leitos de hospitais que eu abri, eles não credenciaram, porque eu era governador da Bahia. Mas nós não agimos assim. Nós não perseguimos a população, porque o prefeito vota ou não vota na gente”, ressaltou Costa.
A saúde na Bahia foi destacada por Rui Costa como um exemplo de gestão baseada no respeito ao Pacto Federativo. “A área da saúde representa essa forte expansão [de políticas públicas e serviços] que nós fizemos. A Bahia, com 57 hospitais estaduais, é o segundo estado do Brasil em número de hospitais. O primeiro é São Paulo, com 94. Portanto, uma expansão que garante o que não existia na Bahia no passado. Não existia serviço de cardiologia no interior, não existia neurocirurgia no interior, não existia tratamento de câncer e vários outros procedimentos”, lembrou o ex-ministro. Ele ainda mencionou que existem hospitais em todas as regiões do estado e que estão em construção “mais seis hospitais que vão ser inaugurados até o início do ano que vem”, cravou.
Declarações de Roma contra Lula
Ainda no cortejo, o ex-ministro foi perguntado sobre as declarações de seu opositor João Roma em relação ao presidente Lula. A resposta de Costa foi direta: “Não dá para considerar. Nosso amigo pernambucano não fez nada pela Bahia. Eu não tenho nada a dizer sobre ele”, disse Costa, referindo-se a João Roma, que é pernambucano, mas disputa uma vaga no Senado pelo estado da Bahia. “Hoje é o Dois de Julho, dia de comemorar a Bahia. Ele [Roma], inclusive, não tem na sua alma a compreensão dessa data, já que ele não incorporou o que é ser baiano.”
Caso Master
Ao ser questionado sobre as investigações federais que envolvem os nomes de Jaques Wagner e de ACM Neto nas apurações sobre o caso Master, Rui Costa disse que, no seu entendimento, toda apuração precisa ser feita. “Acho que todo mundo vai ser investigado, vai ser apurado, vai ter direito de defesa, seja o senador Jaques Wagner, seja ACM Neto, que abriu uma empresa com sua esposa, que também deve ser consultora, e, dois dias depois, recebeu R$ 5 milhões. Todo mundo vai ter o direito de se defender, de se explicar, e eu espero que o Ministério Público e a Justiça venham a dizer quem são, de fato, os responsáveis e quem são, eventualmente, de fato, pessoas que não têm culpa no cartório.”






