presidente estadual do PT, Tássio Brito, saiu em defesa da política de segurança pública da Bahia e rebateu as críticas da oposição após a divulgação do Atlas da Violência, que apontou cidades baianas entre as mais violentas do país. Em entrevista ao programa Ligação Direta, da Salvador FM, nesta terça-feira (26), o dirigente afirmou que o estado enfrenta reflexos da expansão de organizações criminosas surgidas em outras regiões do Brasil e destacou investimentos realizados pelo governo Jerônimo Rodrigues.
De acordo com Tássio, facções como o Comando Vermelho e o PCC tiveram origem nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e, atualmente, espalham sua atuação por todo o território nacional.
“Estamos enfrentando na Bahia um reflexo da política de segurança pública defendida pelos nossos adversários. O Comando Vermelho nasceu no Rio de Janeiro e o PCC em São Paulo. O que acontece hoje é a expansão dessas organizações para outros estados, e a Bahia tem enfrentado esse desafio com investimento em inteligência e fortalecimento das forças de segurança”, afirmou.
O dirigente petista também argumentou que os indicadores de criminalidade apresentaram melhora desde o início da gestão de Jerônimo Rodrigues.
“Os dados mostram redução de mortes violentas, diminuição de roubos a coletivos e queda nas explosões de agências bancárias. São resultados de uma política séria de investimento em inteligência policial e estrutura para as forças de segurança”, declarou.
Críticas a Angelo Coronel
Durante a entrevista, Tássio também comentou o rompimento político do senador Angelo Coronel com o grupo governista e relembrou o apoio recebido pelo parlamentar nas eleições de 2018.
“Não foi simples convencer a militância do PT a apoiar Coronel naquele momento. Houve um voto de confiança. Depois, ele rompeu com o grupo e admitiu publicamente que não esteve conosco na eleição de 2022. Isso acabou comprometendo a relação de confiança construída anteriormente”, disse.
MST e disputa eleitoral
O presidente do PT-BA ainda esclareceu as discussões envolvendo as pré-candidaturas de Lucinha do MST e Fabya Reis à Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo ele, não houve retirada imposta pelo partido, mas uma decisão estratégica do próprio Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
“Tanto Fabya quanto Lucinha entenderam que, neste momento, o mais importante era fortalecer a representação nacional do movimento e preservar mandatos considerados estratégicos para a pauta da reforma agrária”, explicou.
Cota feminina
Questionado sobre supostas dificuldades para cumprir a cota de gênero nas eleições, Tássio negou qualquer problema e afirmou que o partido possui nomes competitivos para as disputas proporcionais.
“Temos candidaturas femininas qualificadas tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa. Não existe dificuldade para composição das nossas chapas”, concluiu.






