O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou duramente a decisão do Ministério de Minas e Energia de renovar por mais 30 anos a concessão da Neoenergia Coelba na Bahia. Coordenador da subcomissão da Assembleia Legislativa que acompanha o contrato da empresa, o parlamentar afirmou que a medida ignora problemas já apontados em relatório técnico da Casa.
Segundo Robinson, o documento elaborado pela Assembleia recomendava a não renovação da concessão e a abertura de uma nova licitação, diante de falhas recorrentes no serviço prestado. “A Coelba foi testada e reprovada. São problemas constantes que afetam diretamente a vida da população e o desenvolvimento do estado”, declarou.
Entre as principais críticas estão as quedas frequentes de energia, o alto número de reclamações, mais de 44 mil ações judiciais contra a empresa, dificuldades no atendimento a áreas produtivas e o aumento das tarifas nos últimos anos.
O deputado também questionou a renovação sem concorrência. Para ele, a ausência de um novo processo licitatório reduz a pressão por melhorias no serviço. “Sem competição, há menos incentivo para eficiência e qualidade, mantendo um monopólio que favorece apenas o investidor”, afirmou.
Robinson ainda destacou impactos na economia, citando prejuízos a setores como agricultura, comércio e indústria. De acordo com ele, produtores têm recorrido a geradores e diesel, elevando custos e reduzindo a competitividade.
Apesar da renovação já definida, o parlamentar defendeu fiscalização rigorosa sobre a concessionária no novo ciclo. “Agora é cobrar metas, garantir investimentos e exigir melhorias reais no serviço para a população”, pontuou.
A concessão, que venceria em 2027, será prorrogada até 2057. A Neoenergia Coelba prevê investir cerca de R$ 16 bilhões na rede elétrica baiana.






