O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), criticou as declarações do candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil), sobre a segurança pública baiana. Segundo o parlamentar, o adversário tem utilizado dados de forma distorcida para criar uma narrativa de insegurança com objetivo eleitoral.
De acordo com Rosemberg, os indicadores oficiais apontam redução nos índices de crimes violentos, resultado que ele atribui aos investimentos realizados pelo governo de Jerônimo Rodrigues na área da segurança pública. Para o deputado, ACM Neto ignora esses números ao defender que o estado vive um cenário de descontrole.
“O discurso da oposição busca alimentar o medo da população para obter ganhos políticos, desconsiderando os avanços registrados pelas forças de segurança”, afirmou o líder governista.
Rosemberg também questionou as propostas apresentadas por ACM Neto para o setor, como a criação de uma Governadoria da Segurança e o Plano de Reocupação de Territórios. Na avaliação do deputado, as medidas não apresentam detalhes sobre execução, metas ou fontes de financiamento e reproduzem ações que, segundo ele, já são desenvolvidas pelo Governo da Bahia por meio da inteligência policial, integração entre as forças de segurança e ocupação permanente de áreas estratégicas.
O parlamentar destacou ainda que, entre janeiro e maio de 2026, a Bahia registrou redução de 20,3% nas mortes violentas, enquanto Salvador apresentou queda de 30,7% no mesmo período. Para Rosemberg, os resultados refletem o reforço do efetivo policial, o investimento em tecnologia, inteligência e infraestrutura.
Durante a declaração, o deputado também afirmou que ACM Neto deveria esclarecer questionamentos relacionados a investigações envolvendo organizações criminosas que atuaram na Prefeitura de Salvador durante sua gestão. Ele citou a Operação Overclean, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, e defendeu que quem cobra transparência também deve prestar esclarecimentos sobre fatos que envolvem pessoas próximas ao seu grupo político.
Ao concluir, Rosemberg acusou o candidato da oposição de utilizar o tema da segurança pública como estratégia eleitoral e afirmou que o debate deve ser baseado em dados e propostas concretas.






