Secretário diz que corregedoria vai apurar atuação policial em caso de discriminação racial na Caixa

 Secretário diz que corregedoria vai apurar atuação policial em caso de discriminação racial na Caixa

O secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa afirmou na manhã desta terça-feira (26), durante coletiva de imprensa, que o caso de discriminação racial protagonizado por policiais militares em uma agência da Caixa Econômica, no Centro de Salvador, será investigado pela Corregedoria da PM.

“Nós estamos apurando, recebemos o vídeo e encaminhamos à Corregedoria para que fossem ouvidas todas as pessoas envolvidas, inclusive saber da atuação policial. Com certeza daremos uma resposta a isto”, garantiu.

O caso ocorrido no dia 19 de fevereiro foi denunciado nas redes sociais pela vítima, identificada como Crispim Terral.

Vídeo: homem é retirado à força de agência da Caixa e denuncia discriminação racial

Um homem foi às redes sociais denunciar um caso de discriminação racial (vídeo abaixo) que sofreu dentro da agência da Caixa Econômica Federal em Salvador. Crispim Terral afirma que esteve no estabelecimento do Largo do Relógio de São Pedro no último dia 19 pela oitava vez na tentativa de resolver um problema relacionado a dois cheques que voltaram.

No entanto, Terral relata que o gerente do banco o deixou esperando na mesa por mais de quatro horas. “Fui surpreendido mais uma vez pelo senhor Mauro, gerente responsável pela minha conta naquele momento, que me atendeu de forma indiferente enquanto me deixou esperando na sua mesa por quatro horas e quarenta e sete minutos e foi atender outras pessoas em outra mesa. Indignado com a situação, me dirigi à mesa do gerente general, o senhor João Paulo, que da mesma forma e ainda mais ríspida me atendeu com mais indiferença. Quando pensei que não poderia piorar foi surpreendido pelo senhor João Paulo com a seguinte fala “se o senhor não se retirar da minha mesa, vou chamar uma guarnição”, e assim o fez, chamou a guarnição. Dois policiais me pediram no primeiro momento de forma educada para que pudéssemos nos dirigir juntamente com gerente até a delegacia para prestar esclarecimentos. Até aí, tudo bem. O problema foi que ao descer ao térreo da agência, o gerente, o senhor João Paulo, falou que só iria à delegacia se os policiais me algemassem, e que ele ‘não faz acordos com esse tipo de gente'”, conta.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar da Bahia, mas ainda não obteve retorno. As ligações para a assessoria de imprensa regional da Caixa Econômica Federal na Bahia não foram atendidas.

Veja aqui o relato completo de Crispim Terral:

Bnews

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